terça-feira, 26 de julho de 2016

ÍNDICE DE TEXTOS

*Este índice é meramente ilustrativo. Os textos estão acessíveis em seus respectivos posts abaixo.

54. CRÔNICA: "O Fanatismo e o Café"
53. CRÔNICA: "Mini Dicionário Ególatra da Língua Portuguesa"
52. CRÔNICA: "Democracia de Tabuleiro"
51. CRÔNICA: "Você é a Favor ou Contra?"
50. CRÔNICA: "Rex"
49. CRÔNICA: "O Pêndulo"
48. CRÔNICA: "Jiu Jitsu vs. Boxe"
47. CRÔNICA: "A Imprensa Marrom é Amarela, diz estudo"
46. ARTIGO: "Se Eu Fosse Legislador"
45. CRÔNICA: "Os Livros da Minha Vida"
44. POEMA-EMENTA: "Recursos Hídricos"
43. CRÔNICA: "Algumas Falácias Lógicas de Conversas de Bar Sobre Política"
42. LIT.: "Os Três Amigos e o Tempo"
41. ARTIGO: "CEO e CEO"
40. ARTIGO: "O Botão Curtir de 1 Centavo"
39. ARTIGO: "Ciência e Moral Terão Convergência Racional no Século XXI?"
38. CRÔNICA: "Argumentandum ad Hominem"
37. CRÔNICA: "A Arte da Elegância da Era Virtual"
36. CRÔNICA: "O que eu diria a mim mesmo muitos anos atrás?"
35. CRÔNICA: "Ufologia"
34. LIT.: "Autoretrato em Alterego"
33. LIT.: "Autoretrato"
32. CRÔNICA: "Sobre Leis e Salsichas"
31. NOTÍCIA FICTÍCIA: A PEC dos Precatórios
30. JURÍDICO"LIBENTER"
29. CRÔNICA: "Abre a Boca e Fecha os Olhos"
28. LIT.: "O Trono e o Recalcado" (Pecado Capital)
27. JURÍDICO: "SER E VIVER", Editora Santuário.
26. LIT.: "O Sofá"
25. MÚSICA: "QUANDO FOR" (3’52’’)
24. JURÍDICO: "III Concurso Nacional de Monografias da OAB/2005"
23. LIT.: "O Círculo Menor"
22. LIT.: "O Neto da Puta" (Pecado Capital)
21. LIT.: "Aranóia"
20. POEMA: "Negro"
19. POEMA: "José e o Amuleto"
18. POEMA: "Verde Pátria Minha"
17. LIT.: "A Teoria da Bolha" (Pecado Capital)
16. POEMA: "Ágape"
15. POEMA: "Água"
14. LIT.: "Quatro-e-nove" (Pecado Capital)
13. CRÔNICA: "Meu Pai"
12. LIT.: "Contraponto"
11. LIT.: "O Pacto do Seu José, Lá da Rua Costa Rica" (Pecado Capital)
10. LIT."SANATORIUM"
09. LIT.: "O Princípio da Socialidade"
08. POEMA: "Construção"
07. LIT.: "Senhorita Natividade" (Pecado Capital)
06. LIT.: "Por Que Escolhi o Osmarzinho?"
05. LIT.: "E Assim Caminha a Humanidade..." (Pecado Capital)
04. CRÔNICA: "Penas Flutuantes" (Cinema)
03. POEMA: "Tolas Paixões"
02. POEMA: "Lívia"
01. LIT.: "INSTINTO"

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O FANATISMO E O CAFÉ

Fernando Furlanetto Galuppo, 20/07/2016.

Estava eu outro dia saboreando um deliciosíssimo café de meio de tarde quando reparei que as pessoas que mais me afastaram da esquerda foram curiosamente algumas pessoas da própria esquerda. E que, de igual modo, as pessoas que mais me afastaram da direita foram algumas pessoas da própria direita.
Reparei também que as pessoas que mais me afastaram da religião foram justamente alguns religiosos e que as pessoas que mais me afastaram do ateísmo foram alguns ateus.
Se aquilo era ser de esquerda, ou de direita, ou religioso, ou ateu, então definitivamente eu não era nada daquilo. Precisaria continuar buscando descobrir o que eu era por meio de outras fontes.
Com o mesmo raciocínio, ficou evidente para mim que nunca ninguém havia me afastado tanto do feminismo quanto algumas feministas, contrariadas de pronto pelos machistas, que me convenceram do feminismo novamente.
Passei tempos duvidando do vegetarianismo/veganismo, já que alguns vegetarianos/vegans, no desespero, chegavam ao ponto de usar argumentos como dizer que "a carne era algo tão errado que sequer tinha gosto, e, por isso, era preciso temperá-la""- Mas a salada também", respondia eu. Porém, mesmo vencidos em argumentos como este, dentre alguns outros, não se rendiam e não havia consenso. Tivessem se rendido nos momentos lógicos de se renderem, teriam me seduzido muito antes. Outros vegetarianos e outras fontes foram me convencendo até, enfim, reconhecer que apesar de alguns deles atrapalharem a lógica da argumentação, eles estão mesmo certos (afinal, os hindus em regra são vegans e em regra morrem idosos e saudáveis, esse sim um argumento contundente). Sendo assim, era nobre e legítimo o boicote à indústria da dor, sendo que há pouco tempo até a ONU se manifestou dizendo que o mundo precisa se tornar vegetariano com urgência.
Aquele café de tarde também me fez notar que o que mais me afastou do futebol foram justamente alguns torcedores com suas seitas fanáticas (inclusive os do meu time), que, em comportamento tribal, praticam todo tipo de crimes contra quem quer que esteja usando camiseta de clube diverso, tão só pela guerra do eu contra o outro.
Além do futebol, quem me vacinou desde cedo contra o zodíaco foram precisamente alguns esotéricos, que passavam a conversar comigo como se estivessem conversando com um atum imediatamente após a resposta da pergunta de qual seria o meu signo (hoje respondo brincando que sou tatu com ascendente em grilo).
Com tantos exemplos de persuasão invertida, a conclusão foi uma só: seriam os fanáticos espiões?
Já dizia Nietzsche que "as posições extremas não são seguidas de posições moderadas, e sim de posições contrárias". Para o fanático, o outro é sempre um pária. Penso assim que se os especialistas fizessem um profundo estudo empírico da eficácia do fanatismo, iriam comprovar que "o fanático mais eficaz" talvez seja aquele situado no ponto de equilíbrio entre os cinquenta e os cem por cento da "escala fanática", isto é, um fanático "raçudo, porém flexível". Em outras palavras, o mais eficaz militante para sua causa provavelmente deva ser "o setenta e cinco por cento apegado", e nada além, já que depois desse ponto se torna um fanático, conseguindo exatamente o contrário do que suas bandeiras pretendem. 
O que fazer então para não nos tornarmos fanáticos inimigos de nossas próprias causas?
Ora, um milenar provérbio chinês já dizia: "professor abrir porta, aluno entrar sozinho".
Na arte da argumentação, tão antiga quanto a própria humanidade, aquele que se propõe a convencer alguém de qualquer coisa deveria sempre levar em conta a filosofia deste provérbio.
Argumentar deveria ser como deixar uma porta discretamente entreaberta através da qual deverá sair um delicioso aroma de café feito na hora. De dentro, com voz serena, e sem citar os nomes dos convidados, deverá sair um gentil aviso sem esperar resposta:
"- O café está pronto, pessoal."

quinta-feira, 7 de julho de 2016

MINI DICIONÁRIO EGÓLATRA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Fernando Furlanetto Galuppo, 2016.

Ateu. Todo aquele que tem fé ainda que minimamente menos do que eu. Obs.: Os cristãos eram chamados de ateus pelos romanos, porque não acreditavam em todos os deuses. Vide carola.
Carola. Todo aquele que tem fé ainda que minimamente mais do que eu. Vide ateu.
Chato. Aquele que não concorda comigo. Quer me agradar? Quer ser agradável? Concorde comigo. Vide cuzão.
Coxinha. Todo aquele que for minimamente mais de direita do que eu. Só eu, o marimbondo rei supremo do universo, é que estou no ponto ideal da escala. Um guaraná, para um suco de laranja, é de direita; para uma coca cola, de esquerda. Vide petralha.
Cuzão. Aquele que me afronta e não se preocupa em me agradar. Um chato afrontador.
Democracia. O discurso que uso quando venci por meio de votação. Vide ditadura.
Ditadura. O discurso que uso quando perco a votação na democracia. Vide democracia.
Fila. A ordem natural das coisas que odeio obedecer. Vide fila preferencial.
Fila preferencial. A expressão que traduzo e interpreto como "pegue esta fila".
Gente boa. Aquele que, sendo gente boa ou sendo gente ruim, me faz rir e/ou me lembra muito a mim mesmo.
Golpe. Qualquer ato do meu opositor contra mim, dentro ou fora da lei. Vide impeachment.
Governabilidade. O termo que uso para a canalhice que pratico quando me coligo com canalhas por necessidade estratégica
Grosso. O outro, quando, ainda que falando normalmente, diz algo em algum tom psíquico-vibratório que me desagrada.
Impeachment. Ação constitucional minha contra meu opositor, dentro ou fora da lei. Vide golpe.
Lucro. O justo preço somado à minha máxima extorsão possível sobre o outro.
Petralha. Todo aquele que for minimamente mais de esquerda do que eu. Só eu, o marimbondo rei supremo do universo, é que estou no ponto ideal da escala. Um guaraná, para um suco de laranja, é de direita; para uma coca cola, de esquerda. Vide coxinha.
Teimoso. O outro, quando não se curva ao eu.
Terrorista: Aquele grupo de terríveis no qual eu insiro também todos aqueles que, mesmo cumprindo estritamente a lei, eu odeio mesmo assim.
Você merece!: "Se essa coisa bacana tiver que acontecer com alguém, que seja com você, que não fede nem cheira, do que com outros que eu odeio mais".


*Esse texto é baseado em fatos reais e, mesmo assim, uma obra de ficção. Nomes dos personagens não foram trocados, desrespeitando assim a privacidade dos envolvidos.


terça-feira, 19 de abril de 2016

DEMOCRACIA DE TABULEIRO

Fernando Furlanetto Galuppo, 18.04.2016

O jogo atual que todos chamam democracia pouco tem de democrático. Vivemos uma aristocracia em alternância de poder. Um jogo de tabuleiro como o war, o ludo, o resta um, o xadrez. Um jogo lúdico cheio de regrinhas complexas que definem vencedor e vencido a cada ciclo de alternância.
Esse jogo pouco tem de democrático em todas as fases, e não somente na atual brasileira, como alguns têm sustentado. A começar pela campanha, cuja obrigação de filiação a partido político e vedação de candidatura individual (como na França) faz com que inexistam candidatos descomprometidos com partidos e seus apaniguados.
Passamos então à permissividade de doações privadas a políticos, capital este usado para compra de espaços midiáticos e souvenirs eleitoreiros, resultando na impossibilidade de se vencer eleição sem patrocínios e alianças. Um brinde à governabilidade. Consequência? Empreiteiras, bancos, multinacionais e governos (azuis ou vermelhos) financiando candidatos nacional e internacionalmente.
A falácia continua na não transparência do exercício do poder, na fictícia fiscalização desse exercício, assim como no seu processamento e julgamento (inevitavelmente políticos, e não jurídicos, como a teoria quer).
Os julgadores dos altos réus (parlamentares e não juízes de carreira) são, na prática, lobistas de corporações ou governos estrangeiros, palhaços, reacionários variados, ex-BBBs, jogadores de futebol, fazendeiros, pagodeiros, etc, todos sem capacitação para legislar ou julgar.
O julgamento é à base de votos (apaixonados, na teoria; leiloáveis, na prática) e não à base do devido processo legal (muito embora até juízes togados muitas vezes não saibam julgar). Tudo com muito pouca democracia, e farta aleatoriedade. Prepondera, assim, o político sobre o jurídico em todas as fases e não somente em uma, já que até mesmo a composição da cúpula do Judiciário se dá pelo Chefe do Executivo (outra aberração constitucional nossa).
Pois bem. Assim como Collor, também Dilma-Temer (essa figura mítica grega tupiniquim de duas cabeças) chegou à vitória pelas regrinhas regulares do jogo de tabuleiro chamado Democracia Brasileira. Agora, também com atendimento formal dessas mesmas regrinhas mais políticas que jurídicas (que não mudaram desde o Collor), os dados lançados atuam contra Dilma, tal qual fizeram com o caçador de marajás.
Assume quem? Temer. Votado por todo aquele que votou em Dilma, afinal, dizem que presidente e vice são eleitos no mesmíssimo voto, e que podem ser adversários históricos (regras do jogo atual).
Ora, pela lógica, não deveria haver histeria coletiva com a saída de Dilma, se o vice é quem assume e se esse vice também foi escolhido no mesmíssimo voto do Presidente eleito. Se há histeria, então é porque se admite a contragosto pacto com o demônio desde o início. E algo não vai errado nas regras de um jogo assim? Votei no Corinthians, com o Palmeiras como vice?
O mais interessante da falência desse jogo é que todos que apoiam Dilma rejeitam o PMDB, e todos que rejeitam Dilma, também rejeitam o PMDB. No entanto, ironicamente, seremos agora governados justamente pelo grande rejeitado. Tudo dentro da forma da Constituição, simultaneamente contra e à favor da vontade da população.
E por que se quer o impeachment? Porque o país está o caos. Porque a corrupção transborda (Mariana-MG manda lembranças). Porque não há uma obra não super faturada no país. Porque as promessas de campanha não foram cumpridas. Porque há aumento crescente de impostos e preços de mercado. Porque o povo agoniza diante da calamidade econômica enquanto os salários e regalias de Estado aumentam. Contrato social mais rasgado do que nunca.
Nesse caos, com Temer Presidente (ou Presidento), passaremos a temer quem será o novo vice, rezando para que o novo presidente não viaje.
Que jogo de tabuleiro sensacional, não é mesmo?
Outra aberração é o sistema proporcional, que coloca no Legislativo inúmeros candidatos que foram pouquíssimo votados, "puxados" pelo candidato mais votado do mesmo partido, como ocorreu, por exemplo, com o Tiririca, que elegeu tantos outros.
O circo manicomial da votação do impeachment, por sua vez, grita a falência do modelo atual e coloca Dilmistas, Lulistas, Aecistas, FHCistas, Marinistas, Campistas, Jorgistas, Genrristas, Cristovanistas, e nulistas, todos unidos ao menos na vergonha alheia do baixíssimo nível de nossos parlamentares e de nosso sistema eleitoral circense.
Soluções? O voto de rejeição, que é, na prática, o que todos já fazemos na psicologia do voto: votar contra, e não a favor. Já que já fazemos isso inevitavelmente, então todo eleitor passaria a votar duas escolhas simultâneas: 1) o candidato desejado; e 2) o voto de rejeição (quem ele não quer de modo algum). Os dois candidatos mais rejeitados (ou todos rejeitados acima de certa porcentagem) estariam automaticamente excluídos do pleito. O segundo turno teria os dois candidatos mais votados não excluídos por rejeição.
Com isso, um mandato público jamais seria entregue antidemocraticamente a candidato rejeitado, e PT, PSDB e PMDB não mais venceriam eleições, dando espaço a novas propostas, que só se manteriam se provassem a que vieram. Diante da falência absoluta do jogo, invoca-se todas as mentes do país por novas soluções.
LEITURA COMPLEMENTAR:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/04/1765870-o-poder-do-dinheiro-e-a-maior-ameaca-a-democracia-diz-fukuyama.shtml

sábado, 30 de janeiro de 2016

VOCÊ É A FAVOR OU CONTRA?

Fernando Furlanetto Galuppo, 30.01.2016.

Você é a favor ou contra as esculturas italianas cobertas para não ofenderem o presidente do Irã?
Você é a favor ou contra a proibição da volta da publicação oficial do livro Mein Kampf, do Hitler?
Você é a favor ou contra o Impeachment?
Você é a favor ou contra a Rainha da Inglaterra?
Você é a favor ou contra gordo usando pochete?
Você é a favor ou contra a boca da Angelina Jolie?
Você é a favor ou contra o açaí com granola?
Você é a favor ou contra o novo design do vaso sanitário para que o ser humano defeque de maneira mais anatômica?
Você é a favor ou contra a impressão 3D?
Você é a favor ou contra o "Ordem e Progresso", escrito na bandeira do Brasil?
Você é a favor ou contra o sexo feito por prazer e não somente por reprodução?
Você é a favor ou contra a camisinha?
Você é a favor ou contra o Google Glass?
Você é a favor ou contra homem usando camisa rosa?
Você é a favor ou contra somente mulheres poderem ir juntas ao banheiro e homens não?
Você é a favor ou contra o tabaco?
Você é a favor ou contra o BBB?
Você é a favor ou contra o Louro José, da Ana Maria Braga?
Você é a favor ou contra o "boicote ao Oscar sem negros"?
Você é a favor ou contra a liberdade econômica de as operadoras de celular interromperem completamente a conexão de internet após o uso de uma certa quota de dados?
Você é a favor ou contra o teorema de Pitágoras?
Você é a favor ou contra a pipoca de microondas?
Você é a favor ou contra o Papa Francisco?
Você é a favor ou contra o emagrecimento da Adele?
Você é a favor ou contra a volta do Fusca?
Você é a favor ou contra o carnaval?
Você é a favor ou contra o hambúrguer vegan?
Você é a favor ou contra o sistema financeiro internacional?
Você é a favor ou contra a lei da gravidade?
Você é a favor ou contra a volta dos trens nos países subdesenvolvidos?
Você é a favor ou contra o sertanejo universitário?
Você é a favor ou contra o zodíaco?
Você é a favor ou contra enchimento nos soutiens?
Você é a favor ou contra o Islã?
Você é a favor ou contra o Charlie Hebdo?
Você é a favor ou contra o casamento?
Você é a favor ou contra as roupas com ar condicionado inventadas pelos japoneses?
Você é a favor ou contra a nudez?
Você é a favor ou contra o Supremo Tribunal Federal brasileiro?
Você é a favor ou contra a chave de fenda?
Você é a favor ou contra o alicate?
Você é a favor ou contra o Aedes Aegypti?
Você é a favor ou contra manjericão no molho de tomate?
Você é a favor ou contra a hipocrisia?
Você é a favor ou contra a fonoaudiologia do Cazuza?
Você é a favor ou contra a justiça com as próprias mãos?
Você é a favor ou contra as abelhas?
Você é a favor ou contra a Rainha das Abelhas?
Você é a favor ou contra a Escolinha do Professor Raimundo?
Você é a favor ou contra a abolição do representante político pelas novas tecnologias?
Você é a favor ou contra o heliocentrismo?
Você é a favor ou contra a crase?
Você é a favor ou contra o cocô de plástico de brinquedo?
Você é a favor ou contra?


LEITURA COMPLEMENTAR:
1) Preconceito implícito:
http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/preconceito_implicito.html





sábado, 26 de dezembro de 2015

REX

Fernando Furlanetto Galuppo, Dez/2015.

Uma senhora certa vez decidiu ter um gato.
Não que tivesse decidido de caso pensado, mas um gato filhote havia sido visto brincando em suas roseiras, e, com o passar das semanas, o gato foi ficando, ficando, até definitivamente se tornar um membro da família.
Como sempre tivera cachorros, e jamais gatos, apesar de o tratar com muito carinho, a velha o criou sem distinções em relação aos vira-latas da casa, sobretudo para não criar privilégios, imunidades, foro privilegiado, nem despertar ciúme ou indisposições.
Era um gato-cachorro, enfim. Até coleira com nome e número de telefone para contato o novato ganhara. Se os cães a tinham? O bichano também merecia, por que não?
Coleira, trela, casinha, tigela de água, tigela de ração, ração canina, brinquedos caninos. Até mesmo o nome escolhido pro gato fora um nome canino, isto é, comum de se ver somente em cachorros, ao menos naquela sociedade em questão.
Na infância e adolescência do gato tudo foi festa, e era uma farra só com os cães irmãos. Não era difícil, afinal, agir como cão seguindo os demais, mas o tempo passou, o filhote se foi e o adulto chegou. E foi aí que os problemas começaram.
Jean Cocteau já dizia que, se prefere os gatos aos cães, é porque não existem gatos policiais. Possível expressão da independência intrínseca de qualquer gato, incompatível com a necessária obediência hierárquica da carreira policial, inata aos cães.
Em outras palavras, gatos são formados em Filosofia, com mestrado em Lógica Formal e doutorado em política não-simbiótica à luz de Heidegger (com PhD em aberto, de preferência no estrangeiro).
O que a mulher não sabia, ou não queria saber, era que gatos são de se domesticar até certo ponto, e se não se lhes domestica mais, não é por falta de amor destes para com seus donos, e sim pelo estrago gradual que os diálogos de Platão catalizam em suas mentes desde o vestibular.
O primeiro e mais grave problema entre a prestativa velhinha e seu “cachorro rebelde” fora a insurreição do felino ao uso da trela.
Até coleira vá lá que, se ensinados desde cedo, alguns gatos a usam com pouco chiar, mas trela a conduzir onde um gato deva ou não caminhar o tempo todo é uma coisa que quase nunca se viu no mundo felino, dos gatos aos tigres, dos contos de fadas ao Discovery Channel, e isso foi incomodando dia após dia o instinto daquele animal até não suportar mais e não mais se deixar aproximar quando via o objeto. Quando acontecia? Fugia e ninguém o encontrava por horas. Se lhe forçassem na força física? Era briga na certa.
Aquilo magoou profundamente a prestativa mulher. Todo carinho, todo conforto, toda dedicação, todos os braços abertos e todas as boas vindas recebidas na infância, toda a igualdade com os cães, todas as cortesanias, todos os ossinhos de couro e todos os leites quentinhos, tudo isso para tamanha ingratidão. Tudo o que aquela anciã queria era somente o bem do gatinho, e, obviamente, sua gratidão.
Já a partir da primeira fuga, iniciou-se verdadeira queda de braço para mostrar ao animal quem mandava por ali, e que se tanto recebia da casa, o mínimo era que devesse sua gratidão e se comportasse como os demais.
Mas não tinha jeito, gatos amam mas não usam trela; gatos amam, mas se ausentam para suas leituras aristotélicas. E o não uso daquela trela somado às ausências daquele gato perturbavam por completo a ordem e a disciplina daquela casa.
Agravante para a deterioração do relacionamento foi a obediência cega e risonha dos vira-latas à matriarca, quem infelizmente confundia tal obediência necessariamente com lealdade e gratidão.
Tivesse tido somente gatos, talvez a decepção da mulher fosse nula ou inversa, na medida em que gato seria comparado com gato, mas fatal era se comparar gato a cachorro e inconscientemente eleger como variável de mérito: a submissão.
A submissão como variável de mérito para amizade ou afeto, aliás, é corriqueiro equívoco lógico que engana até mesmo os mais cautos, por vezes eliminando verdadeiros amigos e por vezes aproximando secretos inimigos, vez que os aduladores se assemelham aos amigos como os lobos aos cães.
De qualquer forma, a implicância com o felino havia nascido e se consolidado. Para a mulher, os vira-latas eram exemplos na casa e ponto final. Funcionários do mês sempre. Cagassem onde fosse, quebrassem o vaso que fosse, mordessem o pé de mesa que fosse, o perdão lhes era irrestrito, pois deixavam colocar sobre si a trela colorida, pois vinham correndo no menor assobio, pois riam mesmo que não tivessem entendido a piada.
Já o gato, outrora fofinho, era hoje para ela um chato. Era hoje para ela um gato estressado que não se deixava colocar o cordão no pescoço; que não ria de suas piadas como os cães o faziam. Custava ceder? Um gato ingrato, enfim.
Diante desse para os cães tudo e para os gatos a lei, defecar dentro de casa era então crime inafiançável para felinos, e, diferentemente dos caninos, isso o gato já fazia bem longe, fora de casa, para não dar a menor margem para discussões.
Vasos? De nenhum dos vasos da casa o gato se aproximava mais, pois se por um infortúnio quebrasse algum, provável seria que a velha não lhe teria a mesma clemência tida com a outra espécie, e a carrocinha era um tabu entre os animais domésticos. Se bobeasse, ainda poderia receber a culpa por algum vaso que sequer quebrou.
Amor ainda havia, pois memória sempre há e haverá, e amor não se esgota, nem por orgulho, assim tão facilmente, mas crescia a distância e o silêncio. Se o gato miava com suavidade, aquilo irritava a mulher bem mais que um estrondoso latido, e como ação e reação geram efeitos recursivos progressivos, isso fez com que o gato, já quieto, passasse a introspectar suas palavras ainda mais e se tornar cada vez menos simpático, pelo menos aos olhos daquela casa.
Antes de sair de casa quase de vez e voltar apenas em feriados especiais, o gato ainda ousou fingir se alegrar na novela para ver a mulher mudar para o futebol (que era precisamente o que o gato queria). Quando sua técnica pareceu ter sido percebida, para não assistir à novela, o gato chegou a fingir torcer profundamente para um time específico somente para ver a mulher manter o canal e torcer pelo outro. Inúmeros estratagemas haviam sido experimentados, mas o gato sabia serem meros paliativos e não a verdadeira solução para a situação.
Com a chegada das eleições, do ponto cego da prateleira mais alta da estante de livros, o gato chegou a ouvir a mulher lhe difamar pelas costas tão somente por votar nulo, enquanto que os cães, que surpreendentemente votaram no partido contrário ao da mulher, apenas ganharam meio biscoito ao invés de um como punição, sem difamações.
Com o passar dos meses, para tentar analisar se a perseguição era pessoal ou se era mesmo ele um indivíduo execrável que não servia para nada, o gato danado simulou direitismos para ver a mulher em seguida bradar esquerdismos; simulou esquerdismos, para ver a mulher novamente reagir no inverso. Atuou ciência para ouvir religião e desenvolveu religião, quando queria ouvir ciência. Miou samba para que se ligasse o sertanejo, e desdenhou o cobertor quando não o queria ausente.
A trela continuava a ser tentada, e a resposta do gato continuava a de sempre: negativa, posto que insuportável ser puxado pelo pescoço, sabe-se lá por qual motivo da natureza.
Os cães, por sua vez, percebiam o que se passava, e alguns deles inclusive se compadeciam com a dor do gato na situação, mas pouco ou nada faziam, vez que, neste caso concreto, a lealdade vertical prevalecia sobre a horizontal.
Ao completar seu segundo ano de vida na casa das roseiras, e ao ver que um cocô de cachorro no tapete persa da sala incomodava a anciã pouco mais que sua voz felina eventualmente pronunciando alguma unanimidade, o gato percebeu que era melhor ser o gato de botas que o gato de Schrodinger, e então se foi em direção à Atenas para nunca mais voltar, e isto porque percebeu que a dificuldade humana de gostar de gatos está diretamente ligada à dificílima capacidade de amar sem dominar.

LEITURA COMPLEMENTAR:
1) Preconceito implícito:
http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/preconceito_implicito.html






terça-feira, 17 de março de 2015

O PÊNDULO

Fernando Furlanetto Galuppo, 18/03/15.

Mario Alberto é de direita. Filho de Heitor, também de direita. Inevitável.
Juca, no entanto, é de esquerda, filho de Almir, este paradoxalmente de direita, mas em se tratando de Almir e de Juca, também inevitável.
Maria Clara, de esquerda. Inês, de direita.
Os gêmeos Luis Felipe e Ana Andréia, respectivamente, de direita e de esquerda.
Curioso, sim. Difícil saber o processo por meio do qual as pessoas se bifurcam. A lógica é escusa.
João Augusto, por exemplo, que é de esquerda, lera um livro recomendado por Juca. Gostara da obra antes mesmo da leitura, porque fora Juca quem indicara.
Pelito, no entanto, que é de direita, só lia o jornal de que era assinante: um veículo sanguinário anti-esquerda. Se lhe recomendassem matéria de periódico rival, não lia nem sob tortura.
Marcos era de direita.
Eugênia, de esquerda.
Valter, de extrema direita.
Nádia, tão de esquerda que era, quase que não virava seu pescoço para seu lado direito.
Enfim, eram muitos os bifurcados, mas em um dado dia, algo diferente aconteceu.
Armando lera um texto nas redes sociais. Um texto diferente, intrigante, muitíssimo bem escrito, ideias lúcidas e precisas.
"- De certo um texto de esquerda!", pensara.
Animado, Armando curtira e compartilhara o texto para que fosse lido por muitos. Para que agradasse alguns vários, e para que irritasse a outros tantos, mas lido por muitos.
No entanto, imediatamente após a leitura, Armando percebera que dois queridos desafetos políticos seus, isto é, uma prima e um amigo de infância, ambos de direita, haviam, também, curtido e compartilhado o textículo.
De pronto, Armando percebera seu equívoco. Que absurdo! O texto - pasmem - era de direita! Evergonhado, imediatamente tratou de descurtir e deletar o compartilhamento do texto na torcida de que poucos tivessem visto sua gafe de ter estado circunstancialmente com os direitistas.
Por ironia do destino, porém, nem dez minutos depois, cinco queridos afetos políticos esquerdistas seus também haviam curtido o artigo em suas respectivas páginas.
Ora essa! Mas é claro, agora tudo fazia sentido! O equívoco não fora um equívoco! Afinal, o texto era mesmo bom, impossível que fosse de direita! O texto era mesmo de esquerda!
Então, Armando tornou a curtí-lo e compartilhá-lo, muito embora inquieto com o fato de que o escrito havia agradado também aos mentecaptos.
Gradualmente, as curtidas antagônicas se sucederam por horas.
Aos poucos, direitistas e esquerdistas se empalavam nas redes sociais reivindicando a ideologia do texto demoníaco que agradara a todos.
Ao menos momentaneamente, a outrofobia havia feito um brinde ególatra e irônico a si mesma.
Há quem diga que o mal racionalizante da humanidade seja a patologia indelével da incapacidade de leitura da palavra e da ideia, com a saliva só degustando a fonte. Não à toa Heidegger advertiu Hannah Arendt de que pensar seria uma atividade solitária.


=======================
LEITURA COMPLEMENTAR:
1) Como a psicologia explica a maneira como você vota:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150506_vert_fut_psicologia_voto_ml?ocid=socialflow_facebook

2) Estereótipos raciais impactam comunicação:
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=estereotipos-raciais-impactam-comunicacao

3) Por que as pessoas inteligentes fazem e concordam com coisas idiotas:
http://hypescience.com/por-que-as-pessoas-inteligentes-fazem-e-concordam-com-coisas-idiotas/

4) A inveja e a síndrome de Sólomon:
http://brasil.elpais.com/brasil/2013/05/17/eps/1368793042_628150.html

5) Philosophy in our schools a necessity, not a luxury:
http://www.irishtimes.com/news/social-affairs/religion-and-beliefs/philosophy-in-our-schools-a-necessity-not-a-luxury-1.1970408


6) Preconceito implícito:
http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/preconceito_implicito.html




sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

JIU JITSU VS BOXE

Fernando Furlanetto Galuppo
(English version at the end).

O Jiu Jitsu acha que o adversário pode ser bom, mas que no calor da emoção está mau, e que é de estratégia múltipla tentar imobilizá-lo sem feri-lo, só ferindo se não se acalmar na derrota. O Boxe acredita que o adversário está mau no calor da emoção e que isso basta, sendo preciso nocauteá-lo rápido antes que ele o faça primeiro.

O Jiu Jitsu acusa o Boxe de fazer as coisas sem refletir. O Boxe acusa o Jiu Jitsu de filosofar demais. (Piada de lutador de Jiu Jitsu: boxeador de meia idade já é um idoso precoce que perdeu neurônios justamente porque não refletiu sobre o fato de que toda pancada tem um preço. Piada de boxeador: lutador de Jiu Jitsu adora ficar agarrando outro homem no chão e tem as orelhas raladas).

Em uma briga de rua, o que faz o Boxe? Esquiva-se de um jab, finta um uppercut e crava um cruzado de direita no queixo do adversário. Em seguida, um gancho nocauteador. Resolve agora? Sim, diz o Boxe. Mas o bom do poder é não usá-lo, pois quem bate esquece, e quem apanha lembra, diz o Jiu Jitsu. Mas o Boxe não está preocupado com o depois. "Depois" é de Jiu Jitsu. "Agora" é de Boxe.

Em uma briga de rua, o que faz o Jiu Jitsu?  Inicialmente, a "fase Judô": 1) desequilíbrio; 2) projeção; e 3) queda.  Imediatamente após, a "fase Jiu Jitsu": técnicas de solo, com: 1) chaves; 2) estrangulamentos; 3) torções (dentre outros), até que o adversário voluntariamente desista ou apague ("apagar", resumidamente, é perder a consciência devido a um estrangulamento). Se desistir, diferentemente do Boxe, no Jiu Jitsu o adversário sai completamente ileso. Se não desistir, daí sim, sai fraturado ou desmaiado. Resolve agora? Sim, diz o Jiu Jitsu, e também depois, pois quem é vencido "apanhando suave", "lembra menos", e vencer com não-violência é vitória mais certa, além de fazer um mundo melhor. (Mas "existir é ser lembrado", provoca o Boxe).

Jiu Jitsu e Boxe são artes marciais, isto é, artes de guerra, filosofias do corpo e da mente. O Jiu Jitsu foi inventado por monges budistas na Índia, levado à China, aprimorado no Japão, e veio parar no Brasil, onde agora conquista o mundo. Jiu Jitsu é a arte de imobilizar, e significa "arte suave". O Boxe foi inventado pelos gregos, levado à Roma, popularizado pelos ingleses, e também conquistou o mundo. Boxe significa "pugilismo", a arte de atacar com os punhos (arte não suave).

Numa mesa de bar, na beira da praia, o Boxe e o Jiu Jitsu argumentam entre si:
"- Faça musculação, fique forte, pule cordas, soque rápido, caminhe rápido, esquive-se rápido! A rapidez nos torna invencíveis!", diz o Boxe.
"- Faça técnicas, fique técnico, atente-se aos mínimos detalhes, aprimore-os! Ao focar na técnica, seu corpo e mente ficarão rápidos, flexíveis, estratégicos, econômicos, e dispensarão força, pois um fraco monge budista em jejum poderá facilmente vencer um enorme bárbaro usando a força dele contra si mesmo!", responde o Jiu Jitsu.
"- Balela! Força e velocidade são tudo, e é exatamente por isso que faço musculação e condicionamento com socos repetitivos!", rebate o Boxe.
"- Neurótico.", diz o Jiu Jitsu.
"- Nerd!", responde o Boxe.

O Boxe vai à academia porque é pragmático, focado em resultados, e quer o abdome e os bíceps rijos. O Jiu Jitsu vai ao Yoga, porque o processo mental é tão ou mais importante que o corpo físico, já que "o faixa preta é o faixa branca que nunca parou". ("Processo" é de Jiu Jitsu; "foco em resultados", de Boxe).

Dieta para ganho de massa muscular com suplementos alimentares industrializados de última geração: Mike Tyson/Boxe. Dieta vegetariana com açaí, granola, frutas, salada, sucos, castanhas, raízes e grãos: Carlos Gracie/Jiu Jitsu.

Na brincadeira infanto-juvenil "Pedra, Papel, Tesoura", Boxe é pedra, Jiu Jitsu é papel. Faz sentido. Em regra, o papel ganha da pedra porque a envolve, mas se a pedra for flexível e se se afiar moldando-se em tesoura, a única saída é o Jiu Jitsu saber dançar como tesoura também. A conclusão é que, nas artes marciais, algumas vezes é preciso não ter um jogo único, algumas vezes é preciso ser um camaleão entre esses três objetos.

Fogo: Boxe. Água: Jiu Jitsu. Mas tudo depende da perspectiva, pois Jiu Jitsu pode ser Boxe dentro de uma luta entre dois lutadores de Jiu Jitsu, e Boxe pode ser Jiu Jitsu, dentro de uma luta entre dois lutadores de Boxe. Ao lado de uma pedra de gelo, água é Jiu Jitsu. Ao lado de uma nuvem de vapor, água é Boxe.

Cachorro: Boxe. Gato: Jiu Jitsu.
O leão, o urso e o lobo são boxeadores profissionais.
A águia, a serpente e o golfinho, faixas pretas de Jiu Jitsu.

Marimbondo certamente é Boxe, já o Louva-Deus, Jiu Jitsu (além de também ser um estilo de Kung Fu).
Pra quem não sabe, o Louva-Deus caça e mata o beija-flor, apesar do tamanho bem maior e da velocidade absurda desta ave.

Cachorro, gato, leão, urso, lobo, águia, serpente, golfinho, marimbondo, Louva-Deus, e beija-flor! Quem vence?
O mais preparado.

Cores: Boxe. Branco: Jiu Jitsu.
Xadrez: Jiu Jitsu. Tetris: Boxe.


Mãos, articulações e pescoço: Jiu Jitsu. Bíceps, abdome e panturrilha: Boxe.
No sexo: duas ou três posições é de Boxe. O Kama Sutra, de Jiu Jitsu.

Dojo? Jiu Jitsu. Ringue? Boxe.
(O octógono? Uma pretensa UNESCO com fins lucrativos).


Quadrados, retas e pontos: Boxe.
Círculos, triângulos e pontos: Jiu Jitsu.


Ao que se vê, as metáforas são infinitas, mas a grande verdade é que toda arte marcial contém dentro de si um tanto de Boxe e um tanto de Jiu Jitsu. Inclusive, Jiu Jitsu contém Boxe, e Boxe contém Jiu Jitsu. Mas o que a história sempre mostrou é que, independentemente da arte marcial, venceu mesmo aquele que reconheceu a igual dignidade de todas as artes e indivíduos. Venceu mesmo aquele que atingiu a consciência de que uma faixa preta é nada mais que uma nova faixa branca. Venceu mesmo aquele que quebrou a resistência do inimigo sem lutar.


---------------------------------------------------------------------------------------------

JIU JITSU VS BOXE 
Fernando Furlanetto Galuppo

Jiu Jitsu thinks that the opponent can be good, but in the heat of the emotion is bad, and it's multi strategical to try to immobilize him without hurting him, hurting only if he does not calm down after the defeat. Boxing believes that the opponent is bad in the heat of the emotion and this is enough, being necessary to knock him down quickly before he does it first.

Jiu Jitsu acuses Boxing of doing things without reflection. Boxing acuses Jiu Jitsu of philosophizing too much. (Jiu Jitsu fighter's joke: a middle age's boxer is already a premature elderly who lost neurons precisely for not reflecting about the fact that every strocke has a price. Boxer's joke: Jiu Jitsu fighter loves to grab another man at the floor and has injured ears).

In a street fight, what does the Boxing do? It dodges from a jab, jinks an uppercut and sticks a right cross in the opponent's chin. Next, a knockouting hook. Resolved now? Yes, says Boxing. But the good part of the power is not to use it, cause who beats, forget, and who gets beaten, remembers, says Jiu Jitsu. But Boxing is not worried about the after. "After" is Jiu Jitsu. "Now" is Boxing.

In a street fight, what does the Jiu Jitsu do? Initially, the "Judo phase": 1) imbalance; 2) projection; and 3) fallings. Right after, the "Jiu Jitsu phase": ground techniques with: 1) locks; 2) chokes; 3) tortions (among others), till the opponent voluntarily quit or sleep ("to sleep" in Jiu Jitsu, in short, means to loose the conscience as a consequence of a choke). If you quit, differently from Boxing, in Jiu Jitsu you end totally unharmed. If you don't quit, then, yes, you can end broken or unconscious. Resolved now? Yes, says Jiu Jitsu, and even after, cause who is defeated getting beaten "softly", "remembers less", and to win with no violence is the most certain victory, among making a better world. (But "to exist it to be remembered", teases Boxing).

Jiu Jitsu and Boxing are martial arts, it means, arts of war, philosophies of the body and mind. Jiu Jitsu was created by budist monks in India, took to China, developed in Japan, and arrived in Brazil, where now conquests the world. Jiu Jitsu is the art of imobilization, and it means "soft art". Boxing was created by the Greeks, took to Rome, popularized by the British, and also conquested the world. Boxing means "pugilism", the art of atacking with punches (a non soft art).

At a bar table, at the beach, Boxing and Jiu Jitsu argue between themselves:
"- Do bodybuilding, be strong, practice rope jumping, punch fast, walk fast, dodge fast! The speed makes us invencibles!", says Boxing.
"- Practice techniques, be technical, pay atention on the minimum details, improve them! Focusing on the technique, your body and mind will be fast, flexible, estrategical, economical, and will dismiss strength, cause a weak budist monk fasting will can easily win an enormous barbarian using the opponents strenght against himself!", answers the Jiu Jitsu. 
"- Bullshit! Strenght and velocity are everything, and it is exactly for this reason that I do fitness and conditioning with repetitive punches!", rebuts Boxing.
"- Neurotical.", says Jiu Jitsu.
"- Nerd!", answers Boxing.

Boxing goes to gym because he is practical, focused on results, and wants the abdomem and the biceps wiry, hard. Jiu Jitsu goes to Yoga, because the mental process is so or even more important than the phisical body, once "the black belt is the white belt who never stoped". ("Process" is Jiu Jitsu; "focus on results" is Boxing). 

Diets for muscular gain with the last generation industrialized nutritional suplements: Mike Tyson/Boxing. Vegetarian diet with açaí, granola, fruits, salads, juices, nuts, roots and grains: Carlos Gracie/Jiu Jitsu.

In that childhood play "Rock, Paper and Scisor", Boxing is the rock, Jiu Jitsu is the paper. Makes sense. As a rule, paper beats rock because envolves it, but if the rock was flexible enough to sharp itself into a scisor form, the only way is the Jiu Jitsu knows to dance as scisor as well. The conclusion is that, in martial arts, sometimes we need to not have an unique game, sometimes we need to be a camaleon between these three objects.

Fire: Boxing. Water: Jiu Jitsu. But all depends on the perspective, cause Jiu Jitsu can be Boxing inside a fight between two Jiu Jitsu fighters, and Boxing can be Jiu Jitsu, inside a fight between two Boxing fighters. At the side of an ice rock, water is Jiu Jitsu. At the side of a vapor cloud, water is Boxing.

Dog: Boxing. Cat: Jiu Jitsu.
The lion, the bear and the wolf are professional boxers.
The eagle, the snake and the dolphin, Jiu Jitsu black belts.

Wasp is certainly Boxing, the praying mantis, on the other hand, Jiu Jitsu (besides being also a Kung Fu style). For those who don't know, the praying mantis hunts and kills the humming bird, despite of the much bigger size and much higher speed of this bird.

Dog, cat, lion, bear, wolf, eagle, snake, dolphin, wasp, praying mantis and humming bird! Who wins? The better prepared.

Colours: Boxing. White: Jiu Jitsu.
Chess: Jiu Jitsu. Tetris: Boxing.
Hands, articulations and neck: Jiu Jitsu. Biceps, abdomem and calf: Boxing
On sex: two or three positions is Boxing. The Kama Sutra, Jiu Jitsu.

Dojo? Jiu Jitsu. The ring? Boxing.
(The octogon? A pretentious UNESCO with profit proposes.)

Squares, lines and dots: Boxing.
Circles, triangles and dots: Jiu Jitsu.

As we can see, the metaphores, are infinite, but the big truth is that every martial art contains in itself an amount of Boxing and an amount of Jiu Jitsu. Including, Jiu Jitsu contains Boxing, and Boxing contains Jiu Jitsu. But what the history always showed us is that, independently of the martial art, really won who recognized the equal dignity of all the martial arts and individuals. Really won who reached the conscience that a black belt is nothing more than a new white belt. Really won who has broken the resistance of the enemy without fighting.

---------------------------------------------------------------------------------------------

VÍDEOS COMPLEMENTARES QUE APRESENTAM O JIU JITSU:
COMPLEMENTARY VIDEOS WHICH PRESENTS THE JIU JITSU:




















---------------------------------------------------------------------------------------------
MAIS ALGUNS LINKS: 
MORE LINKS:

1) https://www.facebook.com/cuneytsu1983/videos/469306369816215/

2) https://www.facebook.com/video.php?v=700942699976910

3) https://www.facebook.com/video.php?v=376361575818035

4) https://www.facebook.com/video.php?v=998342946872722

5) https://www.facebook.com/video.php?v=1524750071077493

6) https://www.facebook.com/112538739077890/videos/210636455934784

7) https://www.facebook.com/masegadilha/videos/1751075118454323

8) https://www.facebook.com/1523611474524686/videos/1729190073966824/

9) http://www.graciemag.com/pt/2016/02/especialista-da-dicas-para-voce-respirar-corretamente-nos-treinos-de-jiu-jitsu-e-turbinar-os-resultados-dos-exercicios/


domingo, 16 de novembro de 2014

SE EU FOSSE LEGISLADOR

Por Fernando Furlanetto Galuppo

Sou um crítico do Brasil. Talvez justamente por amarmos nosso país é que nos inconformamos com o que fazem com ele, e gritamos, criticamos, denunciamos.
Nessa "discussão Brasil", algumas pessoas parecem exigir que apresentemos propostas de soluções para termos o "direito de criticar", como se para reclamar da dor de uma picada de aranha no pé fosse necessário ter também a solução para essa dor.
Mas acho que o puxão de orelha é até de certa forma válido, então me propus a tentar criar uma proposta de mudança legislativa por dia por tantos dias quantos eu aguentar fazer isso (talvez uns dez ou vinte, no máximo).
Não terei quaisquer pretensões quanto às ideias abaixo, seja como certas, irrevogáveis ou inalteráveis. Pode ser que, com o passar dos anos, eu até mude de opinião sobre algumas delas. Seria apenas o que eu, no dia de hoje, faria se fosse legislador, e se estivesse em um hipotético país em que fosse possível um legislador ser legislador, isto é, ter chegado lá para ser legislador, e não emissário.


O que, afinal, eu mudaria no país, se fosse legislador? 

* Os itens não têm ordem hierárquica e são zetéticos, ou seja, são de filosofia livre e hipotética, não precisando obedecer à Constituição Federal.
==========================================
1) Direito Constitucional. Tripartição de poderes. Aboliria a aberração que é a cúpula do Poder Judiciário ser composta por indicação do Chefe do Executivo, bem como a respectiva simetria constitucional nos demais entes federados. Cada poder passaria a ser autônomo de fato e Desembargadores e Ministros seriam escolhidos exclusivamente por votos de todos os membros do respectivo Poder. One judge, one vote. Ou qualquer critério semelhante, porém, desde que envolvendo exclusivamente o respectivo poder.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41364
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Consultoria Legislativa do Senado critica modelo de escolha para STF:
http://www.conjur.com.br/2015-mai-11/consultoria-senado-critica-modelo-escolha-stf
b) Controle ideológico dos juízes afeta independência do Judiciário:
http://www.conjur.com.br/2015-fev-03/controle-ideologico-juizes-afeta-independencia-judiciario
c) Câmara negocia com STF novas regras para Tribunal:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1630011-camara-negocia-com-stf-novas-regras-para-tribunal.shtml?cmpid=facefolha

2) Direito Administrativo. Concursos Públicos. Proibiria a terceirização dos concursos públicos, isto é, sua realização por empresas privadas. É urgente a extinção dessa possibilidade de delegação de prerrogativa estatal da mais absoluta importância para um estado de direito. Trata-se de uma das maiores excrescências políticas nacionais. Deveria ser criada uma empresa pública única, especializada na arte de selecionar servidores públicos, que, com órgãos internos especializados, selecionaria servidores de todas as esferas. A elaboração e aplicação das provas, as bancas orais, e um órgão independente para recursos, teriam participação necessária dos mais variados fiscais da sociedade: representantes da própria carreira do específico concurso; Poder Judiciário; Ministério Público; Advocacia; Imprensa (muitos certames poderiam ser televisionados e assistidos por cidadãos em tempo real pela internet) e conselhos de cidadãos (renovados periodicamente). Todos os exames seriam filmados e arquivados. Se a ideia da criação da nova empresa pública se mostrar economicamente inviável, uma alternativa seria estabelecer tal nova missão de seleção de servidores públicos como mais uma atribuição da Justiça Eleitoral, investindo-se em sua expansão e aprimoramento, e aproveitando sua estrutura já existente, que simplesmente fica ociosa fora dos períodos eleitorais. Sobretudo nas grandes cidades, seria utilizado unicamente o novo prédio da empresa pública (ou o novo prédio da Justiça Eleitoral) para os exames, construções arquitetadas para isso, com filmadoras nas salas, e com o assessoramento de pessoal de carreira devidamente treinado. O prédio seria utilizado o ano todo com a quantidade de concursos públicos existente. Em um sistema uniforme assim, candidatos que, por exemplo, não lograssem êxito em uma primeira opção, desde que obtivessem todas as pontuações necessárias nas disciplinas necessárias para a segunda opção, poderiam ser automaticamente convocados para uma segunda ou terceira opções de carreira, como ocorre em vestibulares, economizando-se: 1) tempo e dinheiro dos concursandos; e 2) dinheiro público. Uma outra ideia seria o indivíduo realizar provas de disciplinas separadamente, que teriam prazo de validade de 2 anos, tal como os exames internacionais de línguas, como IELTS, TOEFL, etc. A título de exemplo, para determinado concurso que exigisse Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Eleitoral e Raciocínio Lógico, o candidato poderia realizar todas as 4 provas com custo 4. Eventualmente não logrando êxito de 90% de aproveitamento em alguma delas, seria possível realizá-la de novo a custo 1 muito em breve, e ingressaria na fila de aprovados a serem convocados tão logo se habilitasse com todas as disciplinas em aproveitamento 90%, todas elas dentro do prazo de validade de 2 anos. Se cada disciplina tivesse uma comissão organizadora completamente diferente, tal sistema dificultaria fraudes.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41366
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Quadrilha que fraudava concursos públicos será julgada pela JF:
http://www.conjur.com.br/2015-fev-08/quadrilha-fraudava-concursos-julgada-justica-federal
b) Matéria do Fantástico:
https://www.youtube.com/watch?v=3L16qgOQyms

3) Direito Constitucional. Federação. Redesenharia as fronteiras internas do país. Com exceção dos estados do Amazonas e do Pará (que continuariam os mesmos pelo gigantismo e pela baixa densidade populacional), todos os demais estados federados seriam redesenhados para terem mais ou menos o mesmo tamanho, ainda que uns continuem mais populosos que outros. É um absurdo o Estado da Bahia, por exemplo, com 15 milhões de habitantes, ser representado no Senado de forma idêntica a Sergipe, com 2,2 milhões, sem falar na quantidade de órgãos públicos e servidores públicos mantidos pelos estados anões sem qualquer propósito senão pura manutenção das capitanias hereditárias portuguesas. (Sentimentalismos nostálgicos seriam superados com muito mais facilidade do que podemos imaginar.)
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41367

4) Teoria Geral do Processo. Aboliria os institutos jurídicos processuais da prescrição e da decadência. Tudo seria imprescritível. Sempre haveria de ser possível postular em juízo. A verdade e a justiça são bem jurídicos mais relevantes que o relativamente relevante bem jurídico da segurança jurídica, que cristaliza incógnitas e erros. Um princípio jurídico clássico herdado do Direito Romano e papagaiado por milênios na comunidade jurídica internacional do qual eu sempre discordei é o princípio jurídico latino do "dormientibus non socurrit jus" (a quem dorme o direito não socorre). Em palavras simples, esse princípio apregoa que aquele que demorar a procurar a justiça, perde o direito de ação. Para mim, tal ideia é imoral. O direito deveria socorrer até mesmo quem dorme. Justiça não deve ser dada somente a acordados ou espertos, ou por sonolentos devidamente rodeados por advogados espertos, e sim a qualquer um, e sim a quem a mereça, inclusive aos lerdos ou mal defendidos. (Obs.: O cúmulo da imoralidade é a prescrição quinquenal trabalhista, na qual se infere um "estar acordado sob pressão presumida" como "dormir").
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41368
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Caso Escola Base - Rede Globo é condenada a pagar R$1,35 milhão:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/caso-escola-base-rede-globo-e-condenada-pagar-r-135-milhao.html

5) Políticas PúblicasEducação. Federalizaria o Ensino Fundamental Público e o Ensino Médio Público. No entanto, faria o Estado e o Município participarem dentro desta instituição federal para a definição de 25% do conteúdo pedagógico cada. Em outras palavras, a administração do ensino público seria totalmente federal. Porém, 50% das disciplinas seria definida por lei federal, 25% das disciplinas seria definida por lei estadual, e 25% por lei municipal. Todos os professores, inclusive os que lecionariam as disciplinas decididas pelo estado e município, seriam funcionários públicos federais. O Estado do Amazonas, por exemplo, poderia decidir por lei que "Cultura Amazônica" fosse uma disciplina a ser lecionada em todo o estado. Se a cidade fosse Manaus, o município poderia definir, se assim bem entendesse, que uma das disciplinas municipais deveria ser "Economia e Sustentabilidade" (ou qualquer disciplina que fosse interessante para cidadãos de uma cidade grande). Se, no entanto, se tratasse de um pequeno município isolado com grande população indígena, tal município poderia definir por lei municipal que mais importante para o município seria a disciplina "Cultura e Língua Indígena Local". O ensino fundamental se daria em período integral: das 8-16h. Seriam disciplinas federais obrigatórias: Filosofia, Português, Matemática, Ciências (conversível em Física, Química e Biologia no Ensino Médio), Cidadania, Educação Financeira, Oficina (ler a leitura complementar com o título "Faça Você Mesmo"), Empreendedorismo (disciplina escolar em muitos países, como na Coréia do Sul), Educação Digital e Inglês. Seriam disciplinas estaduais, no mínimo: História do Brasil e Estadual; Geografia do Brasil e Estadual, e Educação Física. Em Educação Física, o aluno não mais aprenderia "um pouquinho de cada modalidade olímpica", como acontece atualmente, e sim somente a modalidade escolhida por ele, a seu critério (podendo trocá-la somente anualmente, se quisesse). Em diversos países, artes marciais fazem parte do conteúdo pedagógico escolar, desenvolvendo não só o corpo, como a mente e a disciplina. Jiu-Jitsu e Kung Fu seriam exemplos de modalidades de escolha. Yoga e Meditação também serão modalidades, para pessoas com limitações de saúde, ou para quem simplesmente se interessasse. Música também poderia constar no currículo geral, como obrigatória ou eletiva.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41370
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) UNESCO advocates the teaching of philosophy:
http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/philosophy/philosophy-teaching
b) UNESCO defende que desenvolvimento sustentável faça parte do currículo escolar: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/unesco-defende-desenvolvimento-sustentavel-faca-parte-curriculo-escolar-817557.shtml
c) Philosophy in our schools is a necessity, not a luxury:
http://www.irishtimes.com/news/social-affairs/religion-and-beliefs/philosophy-in-our-schools-a-necessity-not-a-luxury-1.1970408
d) Com ioga e meditação escola em São Paulo melhora nota dos alunos: https://catracalivre.com.br/geral/catraquinha/indicacao/com-ioga-e-meditacao-escola-em-sao-paulo-melhora-nota-dos-alunos
e) Príncipe da Dinamarca começa aulas em escola pública:
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/principe-da-dinamarca-comeca-aulas-em-escola-publica,37c82352316fa310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
f) Três iniciativas que enriqueceram a Coréia do Sul:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150116_gch_coreia_sul_riqueza_pai
g) Como a música ajuda a exercitar o cérebro:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2014/08/como-musica-ajuda-exercitar-o-cerebro.html
h) Filmagem de "Os Bandoleiros" inflama debate sobre literatura na escola:
http://www.dw.de/filmagem-de-os-bandoleiros-inflama-debate-sobre-literatura-na-escola/a-18328871
i) "The Dhamma Brothers" (Netflix). Documentário sobre um programa de meditação implantado num presídio nos EUA, a exemplo de outro presídio de sucesso existente na Índia. Após sucesso total entre os presos, o programa foi em seguida proibido sob alegação de que estaria havendo doutrinação budista no presídio de uma comunidade não budista. Relevante aqui para argumentação da meditação como alternativa de disciplina escolar:
https://www.youtube.com/watch?v=zA8XFEyeMi8
j) BOPE terá aula de meditação no Rio, bancada por David Lynch:
http://m.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/11/1709273-bope-tera-aula-de-meditacao-no-rio-bancada-por-david-lynch.shtml
k) Philosophy in our schools a necessity, not a luxury:
http://www.irishtimes.com/news/social-affairs/religion-and-beliefs/philosophy-in-our-schools-a-necessity-not-a-luxury-1.1970408
l) Neurocientista da Harvard - Meditação não apenas reduz estresse, ela muda o seu cérebro:
http://www.nowmaste.com.br/neurocientista-da-harvard-meditacao-nao-apenas-reduz-estresse-ela-muda-o-seu-cerebro/
m) Harvard MRI Study shows that meditation literally rebuilds your brains gray matter in 8 weeks:
http://www.simplecapacity.com/2015/12/harvard-mri-study-shows-that-meditation-literally-rebuilds-your-brains-gray-matter-in-8-weeks/
n) Singapore introduces daily cleaning duties for students:
http://www.bbc.com/news/blogs-news-from-elsewhere-35661412
o) Estudar Filosofia faz com que o desempenho escolar das crianças melhore, sugere pesquisa:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/estudar-filosofia-faz-com-que-o-desempenho-escolar-das-criancas-melhore-sugere-pesquisa.html
p) Ensinar Filosofia para crianças fez com que elas aprendessem matemática e leitura mais rápido:
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/03/13/Ensinar-filosofia-para-crian%C3%A7as-fez-com-que-elas-aprendessem-matem%C3%A1tica-e-leitura-mais-r%C3%A1pido
q) "Faça você mesmo" e sua história na Alemanha:
http://www.dw.com/pt/fa%C3%A7a-voc%C3%AA-mesmo-e-sua-hist%C3%B3ria-na-alemanha/a-19278728
r) Não acabem com a caligrafia. Escrever à mão desenvolve o cérebro:
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/the-new-york-times/2016/06/25/nao-acabem-com-a-caligrafia-escrever-a-mao-desenvolve-o-cerebro.htm
s) O que o Brasil perde ao não ensinar a empreender na escola:
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/o-que-o-brasil-perde-ao-nao-ensinar-a-empreender-na-escola

6) Direito Eleitoral. 1) Aboliria a reeleição; 2) aumentaria os mandatos de 4 para 5 anos; 3) aboliria o sistema proporcional (que, em curtas palavras, faz com que o voto no Tiririca eleja também vários outros candidatos quase nada votados pelo povo); 4) aboliria a eleição eletrônica, rejeitada em mais de 50 países, e regressaria à eleição por papel; 5) aboliria o voto obrigatório, tornando-o facultativo, como na maioria dos países de IDH elevadíssimo; e 6) instituiria o "voto rejeicional". Em síntese, nas cédulas, o eleitor escolheria duas coisas: a) o candidato desejado; e b) o voto de rejeição, isto é, quem ele não quer de modo algum. Os dois candidatos mais rejeitados (ou todos os rejeitados acima de uma certa porcentagem) estariam automaticamente excluídos do pleito. O segundo turno seria composto pelos dois candidatos mais votados que porventura não tenham sido excluídos por rejeição. 7) Instituiria a filiação partidária facultativa como condição de elegibilidade, isto é, as candidaturas poderiam ser independentes, como na França, sem obrigar um candidato a ser filiado, necessariamente, a um partido político (provavelmente os efeitos maiores de tal mudança se dariam em âmbito municipal). Por fim: 8) Instituiria o fundo público de campanha. Se a gente paga com dinheiro público a Justiça Eleitoral, por que não paga as campanhas eleitorais? Passariam a ser ilegais doações privadas a partidos políticos. As campanhas usariam muitíssimo menos dinheiro do que usam atualmente e seriam financiadas por impostos, com limites pré-estabelecidos. Consequência? Mais representantes do povo seriam eleitos. Menos candidatos patrocinados pelo poder econômico seriam eleitos.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41371

LEITURA COMPLEMENTAR:
a) 2 minutos para entender o sistema proporcional:
http://super.abril.com.br/historia/2-minutos-para-entender-congresso-nacional
b) Quase 40 países já proíbem doações de empresas a candidatos:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150325_doacao_candidatos_ms
c) Quase metade da nova Câmara dos Deputados será formada por milionários:
http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/blog/eleicao-em-numeros/post/quase-metade-da-nova-camara-dos-deputados-sera-formada-por-milionarios.html
d) Doações são fruto de corrupção, diz criador da ficha limpa:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/doacoes-sao-fruto-de-corrupcao-diz-criador-da-ficha-limpa
e) O que torna o estado brasileiro vulnerável à corrupção?
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150319_brasil_corrupcao_vulneravel_ac
f) Empresas doaram até 66% de seu lucro para políticos:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/empresas-doaram-ate-60-de-seu-lucro-para-politicos-veja
g) Empreiteiras do cartel doaram R$ 78 milhões a PT e PSDB em 2014:
https://br.noticias.yahoo.com/empreiteiras-cartel-doaram-r-78-milh%C3%B5es-pt-psdb-111000325.html
h) Juizes dizem que financiamento eleitoral por empresas favorece corrupção:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/juizes-dizem-que-financiamento-eleitoral-por-empresas-favorece-corrupcao/
i) Financiamento privado custará caro para a sociedade, diz Marco Aurélio:
http://www.conjur.com.br/2015-jun-03/financiamento-privado-custara-caro-sociedade-marco-aurelio
j) Como a psicologia explica a maneira como você vota:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150506_vert_fut_psicologia_voto_ml
k) Um em cada 3 brasileiros não denunciaria corrupção:
http://www.dw.com/pt/um-em-cada-tr%C3%AAs-brasileiros-n%C3%A3o-denunciaria-corrup%C3%A7%C3%A3o-diz-pesquisa/a-16939404

7) Direito Constitucional. Serviços Públicos. Daria a garantia constitucional da inamovibilidade a delegados de polícia e policiais em geral. Por que? Porque às vezes policiais recebem telefonemas de superiores hierárquicos e são promovidos para localidades longínquas.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41372

8) Direito Penal. Pena de trabalho forçado. Instituiria o trabalho obrigatório para presos. Entendo que se o trabalho obrigatório for considerado "desumano", será "desumano" também a quem está livre, já que quem está livre não trabalha porque quer, e sim porque precisa. Na verdade, "desumano" não é o "trabalho forçado em si", mas "determinados trabalhos", sejam praticados por quem estiver preso ou por quem estiver livre. Sou contra "trabalhos desumanos obrigatórios", mas sou à favor de "trabalhos humanos obrigatórios". Assim sendo, o preso deverá trabalhar, e deverá trabalhar com trabalhos dignos. O trabalho combate o tédio, a depressão, a loucura, e dignifica o homem. Ao meu ver, o preso deverá poder escolher entre dezenas de ofícios, inclusive ofícios intelectuais, e deverá ter o direito também de trocar de trabalho quando enjoar ou desejar. Deverá produzir, e entender que está produzindo não só para o próprio estômago mas para a própria mente. Eu, se estivesse preso, desejaria ser punido assim. Ficar enjaulado sem trabalhar seria punição maior.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41373
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Holanda quer que presos paguem R$50 por dia na prisão:
https://br.noticias.yahoo.com/holanda-quer-presos-paguem-r-50-dia-pris%C3%A3o-133255714.html
b) Documentário sobre um programa de meditação implantado num presídio nos EUA, a exemplo de um de sucesso existente na Índia (de tão certo que deu, o programa foi em seguida proibido sob alegação de que o budismo estaria sendo divulgado aos os presos):
https://www.youtube.com/watch?v=zA8XFEyeMi8
c) Presidiários produzem até 400 caixas de legumes por mês em Minas Gerais:
http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/cidades/presidiarios-produzem-ate-400-caixas-de-legumes-por-mes-em-minas-gerais
d) Presos conseguirão remissão de pena fazendo resenhas de livros:
http://www.conjur.com.br/2012-abr-03/presos-remissao-pena-fizerem-resenhas-livros

9) Direito Constitucional. Federação. Traria de volta a capital federal para o sudeste. O atual território do Distrito Federal seria devolvido ao Estado de Goiás, e Brasília seria sua grande capital estadual. O novo Distrito Federal se situaria na fronteira tríplice entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, isto é, perto da maior concentração populacional do país. As capitais da maioria dos países não ficam no centro geográfico desses países. "Desenvolvimento artificial do interior" se dá com zonas francas tributárias, dentre outros, e não com deslocamento de capital federal.
LEITURA COMPLEMENTAR:
Brasília foi um tropeço histórico, diz Paulo Mendes da Rocha:
http://www.dw.com/pt/bras%C3%ADlia-foi-um-trope%C3%A7o-hist%C3%B3rico-diz-paulo-mendes-da-rocha/a-19298830
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41374

10) Direito Tributário. Precatórios. Instituiria a compensação de precatório por tributos. O Estado deve para o cidadão? Imediatamente o cidadão pára de pagar tributos até a quitação da dívida. Mas a própria imoralidade que é a mera existência da ideia dos precatórios mostra o como tal solução é absolutamente desinteressante ao próprio sistema imoral no qual ela existe. Tal ideia é, de fato, utópica, em qualquer país sem vontade de constituir uma nação de verdade.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41375
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Notícia fictícia especificamente sobre isso:
http://furlanettogaluppo.blogspot.com.br/2010/07/indice-de-textos_15.html
b) Análise didática do Boechat sobre a situação no Brasil, e, ao final, sobre os precatórios:
http://noticias.band.uol.com.br/cafe-com-jornal/sp/video/15420129/boechat-brasil-e-baseado-na-imoralidade-e-na-falta-de-etica.html
c) Caso Escola Base - Rede Globo é condenada a pagar R$1,35 milhão:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/caso-escola-base-rede-globo-e-condenada-pagar-r-135-milhao.html

11) Direito Administrativo. Impessoalidade. Proibiria a atribuição de nomes próprios de seres humanos, vivos ou mortos, que tenham ocupado, por qualquer tempo, qualquer cargo público, eletivo ou de carreira, ao seguinte rol exemplificativo: cidades, rodovias, ferrovias, avenidas, viadutos, pontes, praças, escolas, hospitais, postos de saúde, estádios ou ginásios de quaisquer esportes,  fóruns, e edifícios públicos de modo geral. Tal medida se ampara no princípio jurídico da impessoalidade, visando coibir os abundantes casos em que famílias inteiras de políticos dão seus nomes e sobrenomes a incontáveis repartições públicas, avenidas, prédios e mesmo cidades. Agente público ou político não fez mais do que sua obrigação por ter exercido tais funções, e ganhou muito dinheiro por isso, sendo inadmissíveis suas mitificações, seja em vida ou após a morte. Quer ser homenageado dando nome a aeroporto depois de morto? Seja um maestro, e não político. Se foi político? Não terá homenagens em locais públicos. Se foi maestro e político? Não terá homenagens em locais públicos. Os atuais nomes deverão ser substituídos por nomes de elementos da cultura nacional ou de brasileiros ilustres que não tenham ocupado cargos públicos. O povo poderá eleger os novos nomes por listas publicas abertas por todo e qualquer cidadão.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41376

12) Direito Constitucional. Instituiria a seguinte consequência legislativa para ausência de parlamentar em plenário: quando o parlamentar faltasse a uma sessão legislativa, seu voto passaria a pertencer a algum outro partido que estivesse presente à sessão. Qual? Sorteio no ato. Consequência? As casas legislativas ganhariam densidade demográfica chinesa e políticos não faltariam a sessões nem se estivessem morrendo.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41377
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Deputado que faltar à sessão terá desconto no salário:
http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1657776-deputado-que-faltar-a-sessao-tera-desconto-no-salario-diz-cunha
b) CPI da SABESP é adiada por falta de vereadores na Câmara de São Paulo:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/02/cpi-da-sabesp-e-adiada-por-falta-de-vereadores-na-camara-de-sao-paulo.html
c) Folga de carnaval dos deputados vai durar 11 dias:
http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/404657_

13) Direito Penal. Introduziria no sistema penal a "pena educacional". Inúmeros crimes de pequeno potencial ofensivo teriam como pena a imposição de cursos, palestras, e trabalhos pedagógicos assistidos. Dependendo da condenação, o curso poderia variar de uma duração curta, como um curso de extensão, até cursos de um ou mais anos, de um ou dois encontros semanais. Mesmo os crimes de maior potencial ofensivo deveriam ter como pena, além do regime fechado, também a pena educacional. Eu, se estivesse preso, gostaria de ser punido assim, com imposição de cursos, ainda que chatos, ao invés de ficar na loucura do enjaulamento permanente. Sim, muitos criminosos são irrecuperáveis, mas alguns são recuperáveis (principalmente primários e de crimes não graves). E todos os criminosos são conduzíveis para um estado mental melhor ou pior, dependendo do ambiente em que estiverem. Quem ganha com detentos e futuros ex-detentos de estado mental melhor são não só eles próprios, como toda a sociedade. O conteúdo pedagógico dos cursos poderia ser definido por conselhos compostos e fiscalizados por diversos representantes da sociedade. Alto custo? Pelo contrário. Parte dos cursos poderia ser online com transmissão simultânea e interação dos expectadores. Vide item 17.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41378
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Empresa paga R$100 por cada livro que funcionários lêem:
https://catracalivre.com.br/geral/emprego-trabalho/indicacao/quem-le-viaja-empresa-paga-r-100-por-cada-livro-que-funcionarios-leem/
b) Documentário sobre um programa de meditação implantado num presídio nos EUA, a exemplo de um de sucesso existente na Índia (de tão certo que deu, o programa foi em seguida proibido sob alegação de que o budismo estaria sendo divulgado aos os presos):
https://www.youtube.com/watch?v=zA8XFEyeMi8

14) Direito Administrativo. Instituiria uma rede social governamental única de licitações. Todas as licitações, da União, Estados, DF, Municípios e órgãos da Administração Direta ou Indireta teriam esse portal único nacional no qual o usuário navegaria em todos os órgãos públicos e teria amplo acesso a todas as informações púbicas em matéria de licitações, nos mínimos detalhes. Princípio da transparência. Inúmeras funcionalidades tecnológicas do portal maximizariam o controle de todos, e minimizariam as licitações fraudulentas. Cada órgão ou tema licitável possuiria um newsletter próprio que avisaria todo e qualquer interessado naquele específico setor. O controle feito pela própria população seria irrestrito. Já existe muita coisa online, mas é preciso investir para que o atual sistema seja cem vezes mais poderoso que o atual.

APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41379

15) Direito Penal. Aboliria a pena máxima brasileira de 30 anos de prisão. Uma aberração. Feliz ou infelizmente, a prisão perpétua há de existir. No entanto, eu manteria a proibição da pena de morte. As justificativas são longas e complexas. A quem interessar, recomendo a obra "Law & Economics", de Cooter e Ullen, em que há uma excelente análise econômica da pena de morte. Em síntese, eu me filio à corrente que tende a enxergar mais malefícios sociais com a pena de morte do que benefícios. A função social da pena de prisão perpétua, bem como a de toda e qualquer pena, não deve ser nunca mera vingança, em si, e sim: 1) o desestímulo prévio à prática de crimes para toda sociedade; 2) a primazia do direito de segurança das futuras vítimas em relação ao direito de liberdade do indivíduo de histórico nefasto; e, também, sempre que possível, 3) a recuperação do criminoso.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41380
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Documentário sobre um programa de meditação implantado num presídio nos EUA, a exemplo de um de sucesso existente na Índia (de tão certo que deu, o programa foi em seguida proibido sob alegação de que o budismo estaria sendo divulgado aos os presos):
https://www.youtube.com/watch?v=zA8XFEyeMi8
b) Americano é inocentado após passar 29 anos preso por crime que não cometeu:
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/05/14/americano-e-inocentado-apos-passar-29-anos-preso-por-crime-que-nao-cometeu.htm

16) Direito Administrativo. Abriria o país para a ampla construção de ferrovias. Condicionaria a possibilidade de concessionárias de rodovias exclusivamente em trechos que também tivessem ferrovias, isto é, alternativa. Sem ferrovias no mesmo trecho? Sem concessão (pedágios) na autoestrada! Conclusão? Abolição dos pedágios com base no preceito constitucional da liberdade de locomoção. Não há "liberdade de locomoção" em "locomoção caríssima sem alternativa". É inconstitucional cobrar tarifa para "o direito de utilizar rodovia" se não houver via de transporte alternativa e de extensão semelhante. A privatização muitas vezes é benéfica. Deve existir. Deve existir para proporcionar serviços melhores a quem pode e quer pagar por serviços melhores. Mas para isso há de haver a alternativa pública, em qualidade minimamente digna.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41381
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) EUA começa a construir sua primeira linha de trem bala:
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/eua-comeca-hoje-a-construir-sua-primeira-linha-de-trem-bala
b) Protótipo de motor elétrico (mais outra patente que será guardada em uma gaveta; viva o petróleo):
https://www.youtube.com/watch?v=J9b0J29OzAU
c) Híbrido a ar custa bem menos que elétrico:
http://revista.webmotors.com.br/direcao-sustentavel/hibrido-a-ar-custa-bem-menos-que-eletrico/1333467306829

17) Direito Penal. Aborto. Sou contra o abortamento. Não o faria. No entanto, não sou a mulher e também o Estado não é representado apenas por mim, e sim por uma coletividade de cidadãos e opiniões. Sou apenas um dos cidadãos dele. O Estado é plural e laico, e deve ser pensado assim para se chegar a uma conclusão sobre a questão. Entendo que o abortamento por capricho, principalmente em gravidez avançada, mereça, sim, ser punido. Porém, muitos outros abortamentos em outras circunstâncias que não tenham sido feitos por capricho, não. É sócio-economicamente ineficaz a atual criminalização da mulher, além do sofrimento, em si, que carregará consigo para sempre. O argumento no sentido dessa afirmação é longo e prefiro deixar para um texto que inseri na leitura complementar do final deste item. Na prática, a lei atual conduz a mulher para "a ilegalidade de luxo" (quando a mulher tem condições financeiras) ou para "a agulha de tricô e para a morte" (quando não). Abortamento é, também, questão de saúde pública. O que eu faria? Redesenharia a escala de licitude/ilicitude entre o abortamento lícito e o ilícito. Aboliria o maniqueísmo vigente. Provavelmente a corrente doutrinária da décima segunda semana para a convenção do início da vida é o ponto nevrálgico a conquistar a maioria dos estudiosos da bioética (lembrar do contra-senso de as atuais excludentes de ilicitude autorizarem a interrupção de algumas "vidas formadas", mas se indignarem com outras). Redesenharia as excludentes de ilicitude. Para mim, o abortamento receberia como resposta estatal a pena educacional, isto é, "um curso" (vide item 13, sobre "pena educacional"). Entendo que a melhor resposta estatal seria cuidar da mulher nesse momento tão traumático, e, após tal período, ministrar, por 4 horas semanais, um profundo curso com duração de um ano sobre vida, bioética, cidadania, direitos humanos, sexualidade e responsabilidade. A quem desagradar a expressão "pena", poderíamos chamar de "assistência educacional". Tal "pena educacional" ou "assistência educacional" seria possivelmente somada a outras penas (em sentido estrito), a depender sempre dos motivos do abortamento e da fase da gestação. Em outras palavras, o abortamento seria legalizado. Seria mais vezes um direito que um crime (mas por vezes um crime, como o exemplo do abortamento por capricho em gravidez avançada). Tal direito, da mulher (e não do homem) seria requerido judicialmente em ação própria, seria ouvido o Ministério Público, correria em segredo de justiça, correria como tutela de absoluta urgência, e seria deferido para realização seja pelo SUS, seja por particular, para evitar a morte tanto da mulher quanto de seu feto em quintais clandestinos (principalmente a mulher pobre, que não pode custear o abortamento clandestino de luxo local ou viajar para países/embarcações de legislações permissivas). Os autores do processo seriam tanto a mulher quanto o homem, e ambos seriam submetidos à "pena educacional" e/ou outras. (Se o homem negasse a paternidade, seria submetido à pena educacional somente após o resultado do exame de DNA). Quando cada qual tivesse postura diversa quanto à decisão e motivos de abortar, as penas seriam individualizadas. A reincidência poderia contar com penas mais graves (para o homem e para a mulher).
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41382
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) De 1 milhão de abortos ilegais no país, 33 viraram casos de polícia em 2014:
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,de-1-milhao-de-abortos-ilegais-no-pais-33-viraram-casos-de-policia-em-2014,1610235
b) Consequências de 40 anos de legalização do aborto na França:
http://www.geledes.org.br/consequencias-dos-40-anos-da-legalizacao-aborto-na-franca/#axzz3PshJSgb6
c) Uruguai: após legalização, desistência de abortos sobre 30%:
http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/uruguai-apos-legalizacao-desistencia-de-abortos-sobe-30,2e4163764976c410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html
d) Países com surto de Zika devem autorizar o aborto, diz ONU:
http://br.rfi.fr/mundo/20160205-paises-com-surto-de-zika-devem-autorizar-o-aborto-diz-onu

18) Direito Administrativo. Aumentaria substancialmente o rigor da lei do nepotismo. Guerra ao nepotismo. Instituiria a condição de que todo membro do Poder Judiciário, membro do Ministério Público, Delegado de Polícia, membro do Poder Legislativo (Vereador, Deputado Estadual e Federal, Senador); membro do Poder Executivo (Prefeito, Governador, Presidente; e vices) não tenham ou não tenham tido (aposentados ou falecidos) parentes até o terceiro grau (em linha reta ou colateral ou afins) em nenhum desses cargos acima. Tais parentes desses membros de poderes teriam a advocacia e muitos outros cargos públicos para desempenharem carreiras jurídicas, se assim desejassem. Essa medida pode parecer um absurdo contra esses parentes de ocupantes do poder, mas ou se adota essa medida, ou se colherá a outra consequência inevitável atualmente comprovada: o nepotismo. Princípio da prevalência do interesse público sobre o interesse particular.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41383
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Governadora de Roraima Suely Campos nomeia 12 parentes:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/01/1572037-governadora-de-roraima-suely-campos-nomeia-12-parentes.shtml
b) O que torna o estado brasileiro vulnerável à corrupção?
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150319_brasil_corrupcao_vulneravel_ac

19) Direito Civil. Instituiria o contrato particular uniforme. Alguns contratos particulares (somente alguns, frise-se) terão modelo uniforme público, isto é, terão suas redações legisladas pela Câmara dos Deputados. Tais modelos dariam às partes pequena discricionariedade na estipulação de algumas variáveis numéricas, mas a essência do contrato viria por modelo. Em uma república de analfabetos (ou mesmo em uma de letrados) a liberdade contratual super elástica é uma perversão que implica na liberdade de o mais forte arruinar o mais fraco com jogos de palavras, expressões ambíguas ou omissões contratuais. Assim, em algumas relações contratuais privadas mais relevantes (somente algumas, frisa-se novamente), qualquer contrato diferente ou mesmo a ausência de contrato (desde que com provas) seriam em juízo imediatamente convertidos no modelo uniforme público. Exemplo: a  relação locatícia de imóvel urbano pequeno ou médio para finalidade de habitação. Ao invés de um contrato de aluguel totalmente elástico e livre, os direitos e deveres do locador e do locatário já estariam todos previstos no contrato uniforme. A “liberdade de contratar” se encontraria única e exclusivamente nas variáveis preço e tempo de locação. Não haveria mais a dúvida, por exemplo, sobre quem deveria arcar com o IPTU, ou qual seria o tamanho da multa em caso de descumprimento das cláusulas. Tais dúvidas, e muitas outras, já estariam previamente solucionadas pelo contrato uniforme. O contrato uniforme definiria cláusulas básicas uniformes, mas permitiria, também, a criação de outras cláusulas que não alterassem as cláusulas principais, pois as relações locatícias podem ter variadas peculiaridades. Tais contratos teriam um código público e estariam disponíveis na íntegra em um portal virtual único, cada qual acompanhado de uma exposição de motivos que explicaria, em detalhes, e em linguagem simples (e até mesmo por vídeo-aula, para o leitor leigo ou analfabeto) todas as suas implicações e consequências do negócio jurídico que ele estaria firmando. Outros contratos particulares que teriam modelo uniforme: alguns contratos de seguro; alguns contratos de relações de consumo; alguns contratos de prestação de serviços educacionais; alguns contratos de prestação de serviços médicos e hospitalares; alguns contratos de transporte, etc.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41384
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Tribunal de Justiça da União Europeia - Acórdão no processo C-96/14 - Um contrato de seguro deve expor de maneira transparente, precisa e inteligível o funcionamento do mecanismo de seguro, de maneira a que o consumidor possa avaliar as suas consequências económicas:
http://curia.europa.eu/jcms/upload/docs/application/pdf/2015-04/cp150042pt.pdf

20) Direito Tributário. Instituiria a herança máxima. Reforma completa do ITCMD. A alíquota do ITCMD ganharia 2% (dois pontos percentuais extras) a cada milhão de reais deixado. A atual alíquota do ITCMD é de 4%. Se a herança for de até R$1 milhão, a alíquota será de 4%. Se for de até 2 milhões, 6%. Se for de até 3 milhões, 8%. Se for de até 4 milhões, 10%. Até a alíquota máxima de, por exemplo, 80% (ou com um valor de "herança máxima" a ser estipulado). Atuais futuros mega-herdeiros surtarão com a ideia de limitação de herança. Atuais futuros não-mega-herdeiros a idolatrarão. Por mais que não pareça aos olhos de mega-herdeiros, a proporcionalidade acima parece bastante razoável. O liberalismo fala muito em meritocracia (no entanto, "herdar" não é "merecer") e o socialismo fala muito em partilha (e, no entanto, não se vê nos modelos socialistas essa partilha na tributação proporcional de heranças). Bilionários contribuiriam de forma absurda com tal medida,  milionários contribuiriam de forma relativa, enquanto que a maioria da população sequer seria afetada (continuaria nos 4%). A primeira consequência seria a enorme distribuição da riqueza. Outra consequência seria o ser humano enxergar redução de eficácia na ausência de limites para a ambição.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41385
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Riqueza de 1% deve ultrapassar a dos outros 99% até 2016, alerta ONG:
http://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2015/01/19/riqueza-de-1-deve-ultrapassar-a-dos-outros-99-ate-2016-alerta-ong.htm 
b) Segundo a ONG Oxfam, taxa de 1,5% sobre a riqueza da parcela da população mais abastada levaria educação a todas as crianças do mundo:
http://www.dw.de/oxfam-diz-que-n%C3%BAmero-de-multimilion%C3%A1rios-dobrou-depois-da-crise-mundial/a-18030448
Obs.: "A Oxfam calcula que a riqueza somada das 85 pessoas mais ricas do mundo cresce 668 milhões de dólares por dia."
c) Três iniciativas que enriqueceram a Coreia do Sul:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150116_gch_coreia_sul_riqueza_pai
d) Bilionário aconselha bilionários: repensem a economia ou morreremos todos nós:
https://www.ted.com/talks/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming?language=pt-br

21) Teoria Geral do Processo e Direito Notarial. Desjudicialização do litígio e aprimoramento da teoria das provas. Eu legalizaria e regulamentaria o flagrante preparado (então proibido). Desenvolveria profundamente a produção pré-processual de provas. E desenvolveria profundamente o instituto da ata notarial. Quando alguém sofresse (ou acreditasse sofrer) qualquer ilícito, poderia requerer, a qualquer hora do dia, um servidor público para a finalidade exclusiva de produção de provas. Dependendo da ocorrência, este servidor poderia ser da sub-espécie 'jornalista', da sub-espécie 'perito', ou da sub-espécie 'policial', mas não necessariamente dessas três. Uma alternativa seria o já perito e o já policial terem a nova atribuição dessa nova diligência de produção de provas. Por vezes, a diligência seria em equipe, por vezes, exigiria mandado judicial, mas por muitas outras vezes não. Este servidor (ou esta diligência) seria atípica da função policial, teria muito mais função jornalística que militar. O servidor teria a função de se dirigir ao local (principalmente locais públicos) no calor dos acontecimentos, para a finalidade principal de colher prova. A prova poderia ser a filmográfica, além de outras. As partes poderiam ter suas versões oficialmente ouvidas e filmadas no ato, se quisessem. O servidor arquivaria as mídias em cartório (ou outro órgão) para eventual aproveitamento judicial, e emitiria protocolo às partes no ato, que poderiam ter acesso à cópia do material já nos dias seguintes do acontecido. Consequência? Redução do número de processos e exponencial aumento do número de acordos, firmados pelos advogados motivados nas provas já de algum modo constituídas (ainda que não definitivas). Emolumentos poderia ser cobrados para não haver abuso (assim como na ata notarial ou na notificação extrajudicial). Exemplo: situação discriminatória dúbia, quando uma pessoa é barrada em um local público (um teatro ou festa) por motivos discriminatórios implícitos ou quase explícitos. Situação assim é praticamente indemonstrável processualmente, senão com provas filmográficas, muitas vezes inexistentes, já que testemunhas de casos assim são quase todas parciais. Em síntese, um servidor (ou equipe de servidores) que cientificamente realizasse flagrantes preparados para a produção de provas auxiliaria substancialmente a busca da verdade no processo judicial, não decidindo, mas ao menos auxiliando o processo (ou acordo extrajudicial). O grande desafio do processo judicial atualmente não só no Brasil mas em qualquer lugar do mundo é a sua economia na busca da verdade real, e as novas tecnologias podem e devem ser usadas mais e mais em benefício principalmente da fase pré-processual e da desjudicialização do litígio. Drones também chegariam rapidamente a muitos ilícitos, principalmente acidentes de trânsito ou brigas em estádios, e auxiliariam o processo dessa maneira.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41387
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Pedófilo é fisgado em experimento social jornalístico:
http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2015/06/o-que-comecou-como-um-video-de-experimento-social-terminou-em-caso-de-policia.html
b) Drone apavorante libera spray de pimenta e balas de borracha:
http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2014/06/drone-apavorante-libera-spray-de-pimenta-e-balas-de-borracha.html
c) Seu próximo carro terá um drone co-piloto:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/seu-proximo-carro-tera-um-drone-copiloto
d) Armadilha faz ladrões ficarem verdes por semanas:
https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/armadilha-faz-ladr%C3%B5es-ficarem-verdes-por-semanas-222922566.html
e) Concurso aplicativo interação cidadão-governo:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=concurso-aplicativos-interacao-cidadao-governo
f) Advogados e promotores experientes valorizam acordos:
http://www.conjur.com.br/2015-jan-08/advogados-promotores-experientes-valorizam-acordos'
g) Ata notarial - Funcionário perde ação trabalhista após ser desmentido por foto no facebook:
http://www.administradores.com.br/mobile/noticias/cotidiano/funcionario-perde-acao-trabalhista-apos-ser-desmentido-foto-no-facebook/97458
h) Maioria dos registros de abusos virtuais é de crimes contra a honra:
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,maioria-dos-registros-de-abusos-virtuais-e-de-crimes-contra-a-honra,1688592
i) Drone ambulância pode diminuir drasticamente riscos das pessoas com ataques cardíacos:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2014/11/drone-ambulancia-pode-diminuir-drasticamente-riscos-das-pessoas-com-ataques-cardiacos.html

22) Educação e Cultura. Sistema Público de Cinema. Sendo o cinema um dos principais instrumentos de educação, cultura, e lazer, e diante da progressiva eliminação dos pequenos cinemas independentes e consequente domínio quase que absoluto dos cinemas de franquia, seria questão de educação e cultura nacionais a criação de um sistema público de cinema. Cinema deve ter importância idêntica (senão maior) que escola, mas em quantidade muito menor, obviamente. Assim, cada município teria a obrigação legal de gerir uma sala de cinema, com 100 cadeiras, com no mínimo 2 sessões diárias, para cada 50.000 habitantes de sua população. O sistema público em nada afetaria o cinema privado, que continuaria intacto, mas ofereceria tarifas mais acessíveis. O cinema público não teria entrada franca, portanto, seria custeado pelos consumidores e não por verba pública. A programação atenderia quotas isonômicas dos países de proveniência dos filmes em cartaz, isto é, ora seriam filmes americanos, ora europeus, ora japoneses, ora australianos, ora árabes, ora canadenses, ora indianos, ora africanos, etc. Os filmes que entrariam em cartaz seriam decididos por votação popular feita por meio de aplicativo de celular do sistema público de cinema. Considerando-se a finalidade educacional, e não meramente de lazer, vinte por cento das sessões de filmes seria destinada ao gênero "documentários". Creio, inclusive, que a ONU deveria levantar esta bandeira. Sistema Internacional de Cinema, e todos os países membros deveriam gerir unidades de tal sistema.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41388
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Cinema - ANCINE limitará ocupação das salas de cinema:
http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,ancine-limitara-ocupacao-das-salas-de-cinema,1605100

23) Energia, Sustentabilidade e Pobreza. Defendo que tecnologia deve ser item de cesta básica (não mensal, mas de entrega única, por exemplo). Exemplo: máquina de pedalar multifuncional conectável a acessórios diferentes para famílias carentes, principalmente nas regiões amazônicas e ribeirinhas, mas também para todas as populações urbanas carentes.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41394
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Máquinas de pedalar:
http://somentecoisaslegais.com.br/iniciativas/mecanica-das-bicicletas-da-origem-incriveis-maquinas-de-pedalar
b) Micro-geração de eletricidade ainda é restrita no país:
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,microgeracao-de-eletricidade-ainda-e-restrita-no-pais-imp-,1614506
c) Este drone pode te salvar de um afogamento:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/este-drone-pode-te-salvar-de-um-afogamento
d) Aerogerador:
https://br.noticias.yahoo.com/%C3%A1rvore-vento-aerogerador-produz-energia-partir-brisa-191555860--finance.html
e) Casa sustentável que zera conta de luz e produz excedente de energia:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2014/07/conheca-casa-sustentavel-que-zera-conta-de-luz-e-produz-excedente-de-energia.html
f) Hidrelétrica caseira:
http://www.engenhariae.com.br/tecnologia/uma-hidreletrica-dentro-de-casa-quando-voce-abre-a-torneira/
g) Universitários chineses criam bicicleta ergométrica capaz de lavar roupas:
https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/universitarios-chineses-criam-bicicleta-215012165.html

24) Direito Penal. Criaria a contravenção penal "tentativa de furar fila". No caso, qualquer tipo de fila, seja para serviços públicos ou privados. Pena de prestação de serviços à comunidade de 5 a 100 dias, a depender se a fila era para atividade cultural simples ou serviço médico ou urgente. Outra variável que seria unidade de medida da pena seria o número de pessoas na fila as quais o autor da contravenção tentou passar para trás. A prova seria a filmográfica, além da testemunhal. Não há modalidade culposa, obviamente. Há de ser conduta dolosa. Não há tentativa. A mera tentativa já seria o fato antijurídico.
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41395

25) Direito Civil. Propriedade Intelectual. Direitos Autorais. Instituiria a inalienabilidade dos direitos morais e de 20% dos direitos patrimoniais de qualquer direito autoral. Exemplo: se um compositor compôs uma canção e a alienou a um empresário, seria impossível a alienação inclusive da autoria. O nome do primeiro compositor sempre haveria de aparecer nas informações técnicas do encarte do álbum, mesmo que a tenha alienado a outrem. Sobre os direitos patrimoniais, no mínimo 20% seriam sempre do autor original, nunca menos que isso. Qualquer contrato que dispusesse uma porcentagem menor seria nulo nessa parte. No documentário biográfico "Cartola", o compositor revela fatos sobre uma quantidade enorme de composições que vendeu por poucos milhares de dólares cada, tendo sido forçado à venda dos diretos morais e de 100% dos patrimoniais, já que de outro modo os empresários não realizariam a compra. E assim muitos gênios morrem pobres e desconhecidos às custas de empresários sem limites, bem atendidos por uma lei que lhes é completamente favorável. O único que poderá proteger a parte mais fraca em um contrato é a lei (mais um argumento para o contrato uniforme do item 19).
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Bilionário aconselha bilionários: repensem a economia ou morreremos todos nós:
https://www.ted.com/talks/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming?language=pt-br
APOIE ESTA IDEIA NO SITE DO SENADO FEDERAL:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=41396

26) Direito Tributário. Instituiria 1 zona franca tributária em 1 cidade por estado. A cidade eleita deverá estar distante da capital em no mínimo 300 km. Como o Amazonas já tem Manaus, poderia ser trocada para uma nova cidade, para conduzir o desenvolvimento a uma nova região. Todos os demais estados escolheriam sua cidade de zona franca. Uma segunda ideia semelhante seriam faixas de tributação proporcional, tributando-se menos conforme a cidade estivesse cada vez mais distante da capital. Senão para todos os tributos, ao menos para alguns, como ICMS de alimentos, medicamentos, itens de necessidade básica, etc.
a) Bilionário aconselha bilionários: repensem a economia ou morreremos todos nós:
https://www.ted.com/talks/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming?language=pt-br

27) Direito Tributário. Aboliria a imunidade tributária religiosa. Além de as grandes instituições religiosas milionárias e bilionárias não pagarem tributos, o que não faz sentido isonômico, basicamente qualquer pessoa pode abrir uma pessoa jurídica para a constituição de uma igreja. Na prática, muitos fazem isso com a única finalidade de gerenciar finanças pessoais e de parentes e amigos por meio dessa pessoa jurídica, e, portanto, se livrarem de tributos. Como o princípio da isonomia deve ser obedecido, a única forma de combater tal fraude é tributar igualmente a todos e, portanto, extinguir a imunidade tributária religiosa.
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Igrejas arrecadam R$20 bilhões no Brasil em um ano:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/01/1221000-igrejas-arrecadam-r-20-bilhoes-no-brasil-em-um-ano.shtml
b) Igreja Católica detém capital bilionário na Alemanha:
http://www.dw.de/igreja-cat%C3%B3lica-det%C3%A9m-capital-bilion%C3%A1rio-na-alemanha/a-18170260

28) Direito Administrativo. Recursos Hídricos. Precisamos urgentemente vedar a abertura de capital para a gestão da água pública. Água pública, aliás, é pleonasmo. Água é direito fundamental. Muitas coisas devem ser privatizadas. Porém, algumas delas, como a polícia ou a água, não.
Ademais, água virtual é o conceito de água utilizada para produzir alimento e hidratar gado de corte.
Assim sendo, exportamos muito mais água do que consumimos. É preciso criar limites para a "exportação de água", dado que a sobrevivência da população nacional é bem jurídico mais relevante que o direito de comércio dos empresários nacionais.
Deixo a argumentação para o documentário "Ouro Azul - A Guerra Mundial Pela Água", e o curta-metragem "Quanto mais presos, maior o lucro".
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Documentário "Ouro Azul - A Guerra Mundial Pela Água":
https://www.youtube.com/watch?v=x-OIVfi-JX8
b) Curta-metragem "Quanto mais presos, maior o lucro":
https://www.youtube.com/watch?v=Xmae89KBuiY
c) SABESP  distribui ate 60% dos lucros aos acionistas durante governo Alckmin:
http://jornalggn.com.br/noticia/sabesp-distribui-ate-60-dos-lucros-aos-acionistas-durante-governo-alckmin
d) Entre o público e o privado:
http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/869/noticias/entre-o-publico-e-o-privado-m0082299
e) Brazil drought: water rationing alone won't save Sao Paulo:
http://www.theguardian.com/global-development-professionals-network/2015/feb/11/brazil-drought-ngo-alliance-50-ngos-saving-water-collapse?CMP=share_btn_tw
f) Bilionário aconselha bilionários: repensem a economia ou morreremos todos nós:
https://www.ted.com/talks/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming?language=pt-br

29) Direito Penal. Defendo a pena restritiva de direito para pessoas jurídicas. Investiria fortemente em pesquisa e desenvolvimento da teoria da pena para pessoas jurídicas de modo geral. A pena de multa e a indenização cível precisam deixar de ser as únicas consequências práticas para a punibilidade de pessoas jurídicas, o que torna a criminalidade empresarial uma mera decisão comercial em função de uma análise econômica de riscos. Pessoa jurídica deve sofrer, além da reparabilidade civil e da pena de multa, também, e indissociavelmente, a responsabilidade criminal de seus representantes, e, também, penas restritivas de direito. Exemplo: se um parque de diversões foi condenado por um acidente com morte em um de seus brinquedos, além dos danos patrimoniais e morais de natureza cível às famílias das vítimas, o parque deveria ser condenado a construir na frente do brinquedo acidentado um "memorial permanente" de condolências às vítimas. A cada acidente, um novo memorial na frente do respectivo brinquedo acidentado. Isso assustaria alguns consumidores? Sim. Afastaria alguma clientela? Sim. E o intuito é justamente esse. Pena tem que inibir reincidência, do contrário, o crime se torna um direito comprável. E comprável precisamente porque pena em dinheiro não inibe reincidência. Condenação judicial em dinheiro integra a tabela de passivos da empresa, que serão redistribuídos aos futuros consumidores por reajuste dos preços. Se um brinquedo quebrou e alguém morreu, quem paga a conta? Nós, os consumidores. E inclusive a própria família da vítima (em todas as vezes que visitou o parque antes do acidente). Se a pena for restritiva de direito, como essa do memorial de condolências, as pessoas jurídicas estarão sempre motivadas a investirem na segurança dos consumidores. Se, no entanto, a consequência for somente em dinheiro, o espírito empresarial será o da maximização de lucros por meio da minimização de despesas, e as empresas transformarão as vidas das vítimas em uma mera cifra de risco (geralmente custeada por seguradoras). Acordos também deveriam ser restritos nesse sentido. Tudo resulta em acordo financeiro e esse paradigma precisa ser urgentemente combatido.
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) ALSTOM fecha acordo com EUA e vai pagar multa de U$772 milhões:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/alstom-fecha-acordo-com-eua-e-vai-pagar-multa-de-us-772-mi
b) Documentário "The Corporation":
https://www.youtube.com/watch?v=Zx0f_8FKMrY
c) Construtoras negociam "alívio" a executivos da Lava Jato:
http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/400538_
d) Doleiro pode levar R$10 mi se ajudar a recuperar desvios da Petrobras:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/01/1579761-doleiro-pode-levar-r-10-mi-se-ajudar-a-recuperar-desvios-da-petrobras.shtml?cmpid=%22facefolha%22
e) Cientista que nega aquecimento global recebeu U$1,2 milhão de empresa de combustíveis fósseis:
http://www.istoe.com.br/reportagens/405888_CIENTISTA+QUE+NEGA+AQUECIMENTO+GLOBAL+RECEBEU+US+1+2+MILHAO+DE+EMPRESA+DE+COMBUTIVEIS+FOSSEIS
f) Nova forma de lutar contra a corrupção:
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/02/1588693-roberto-porto-nova-forma-de-lutar-contra-a-corrupcao.shtml
g) O que torna o estado brasileiro vulnerável à corrupção?
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150319_brasil_corrupcao_vulneravel_ac
h) Bilionário aconselha bilionários: repensem a economia ou morreremos todos nós:
https://www.ted.com/talks/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming?language=pt-br
i) Estado quer colocar tornozeleiras eletrônicas em torcedores briguentos: 
http://www.istoe.com.br/reportagens/429921_ESTADO+QUER+COLOCAR+TORNOZELEIRAS+EM+TORCEDORES+BRIGUENTOS
j) Comentário racista que você fizer pode virar um outdoor ao lado da sua casa:
https://br.noticias.yahoo.com/o-pr%C3%B3ximo-coment%C3%A1rio-racista-que-voc%C3%AA-fizer-pode-virar-um-outdoor-ao-lado-da-sua-casa-135851564.html
k) Alemanha avalia retirar carteira de motorista de pai que não paga pensão alimentícia:
http://www.dw.com/pt/alemanha-avalia-retirar-carteira-de-motorista-de-pai-que-n%C3%A3o-paga-pens%C3%A3o-aliment%C3%ADcia/a-19463599

30) Direito Administrativo. Reajuste simultâneo de salários públicos. Criaria uma variável unificadora para fins de reajuste salarial de servidores públicos, de modo que o reajuste a uma carreira, imediatamente refletiria em todas as demais carreiras na mesma proporção de aumento. Imaginemos, por exemplo, que o salário inicial de um Ministro do STF seja 30X; que o de professor seja 10X (cenário hipotético, em um país de verdade o professor seria valorizado); e que o de agente de limpeza seja 3X. Se os Ministros do STF recebessem um aumento de, por ex., 5%, também os professores e os agentes de limpeza receberiam, no mesmo ato, o mesmo aumento. Se não houver orçamento suficiente, os aumentos deverão ser sempre em micro-frações a cada vez, para que sempre ocorram de forma simultânea em todas as carreiras. Se tal medida se mostrar inviável, não que todas as carreiras públicas devessem estar grudadas para esse fim, mas, no mínimo, grupos de carreiras. Toda carreira estaria grudada a no mínimo outras dez, por exemplo. Muitos problemas atuais seriam resolvidos. Por fim, todos os salários públicos poderiam estar intrínsecamente ligados ao salário mínimo. Isto é, reajustados os salários públicos? Reajustado simultaneamente o salário mínimo!
a) Bilionário aconselha bilionários: repensem a economia ou morreremos todos nós:
https://www.ted.com/talks/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming?language=pt-br
31) Teoria Geral do Processo. Converteria várias das "hipóteses de suspeição" do magistrado (CPC, Art. 135) em "hipóteses de impedimento" (CPC, Art. 134). É preciso ampliar a presunção de parcialidade do juiz quando ele tenha qualquer tipo de relacionamento não-profissional com quaisquer das partes ou dos advogados das partes. Além de transferir as hipóteses de "amizade íntima" e de "inimizade capital", das "hipóteses de suspeição" para as "hipóteses de impedimento", eu ampliaria o conceito para "qualquer tipo de amizade ou coleguismo", abrangendo assim a mera convivência em círculos sociais comuns, como também a inimizade não-capital, isto é, uma desafeição qualquer. Traduzindo: se o juiz simplesmente conhecer as partes pessoalmente e não-profissionalmente, estaria impedido de atuar no processo! Contra os argumentos de que em cidade pequena todo mundo conhece todo mundo, a resposta de que tal ideia poderia ser aplicada, ao menos, em cidades a partir de um determinado número de habitantes. Maior que a corrupção por suborno é a corrução por tráfico de influência, a corrupção pela troca de favores, tão verificada em território nacional quanto o samba, a bossa nova e o choro.
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) O relacionamento entre o juiz e o advogado como motivo de suspeição:
http://www.conjur.com.br/2015-jan-06/paradoxo-corte-relacionamento-entre-juiz-advogado-motivo-suspeicao?utm_source=dlvr.it
b) Sobre suspeição de peritos,  cientista que nega aquecimento global recebeu U$1,2 milhão de empresa de combustíveis fósseis:
http://www.istoe.com.br/reportagens/405888_CIENTISTA+QUE+NEGA+AQUECIMENTO+GLOBAL+RECEBEU+US+1+2+MILHAO+DE+EMPRESA+DE+COMBUTIVEIS+FOSSEIS

32) Direito Penal. Criaria um capítulo do Código Penal específico para crimes informáticos, especificando inúmeros tipos penais que hoje são discutidos apenas na condição de analogias de crimes tradicionais, o que inocenta muitos culpados em muitas circunstâncias, já que o Direito Penal veda a analogia in malam partem, isto é, a analogia que prejudique o réu. É preciso criar todos os tipos penais informáticos em detalhes. Já passou da hora e muito.
a) Maioria dos registros de abusos virtuais é de crimes contra a honra:
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,maioria-dos-registros-de-abusos-virtuais-e-de-crimes-contra-a-honra,1688592
b) OAB criará grupo para monitorar crimes na internet:
http://www.conjur.com.br/2015-mai-17/oab-criara-grupo-monitorar-crimes-internet?utm_source=dlvr.it
c) Em 2 anos, registros de crime virtual em cartório crescem 88%:
http://m.brasil.estadao.com.br/noticias/geral,em-2-anos-registros-de-crime-virtual-em-cartorio-crescem-88,1688584


33) Direito Penal. Informatizaria o boletim de ocorrência policial em uma plataforma online 24 horas. Importante registrar que tal modalidade online seria facultativa e seria apenas um pré-boletim de ocorrência. Uma vez feito, o cidadão precisaria finalizá-lo pessoalmente na delegacia nos dias seguintes, sob as penas da lei. O pré-BO agendaria a visita pessoal com dia e hora eletronicamente definidos para não haver fila (como acontece com emissão de passaportes na polícia federal). Lembrar que tal modalidade online é facultativa para crimes de pequeno potencial ofensivo, em crimes graves o comparecimento pessoal imediato seria de qualquer modo inevitável. Além de organizar e otimizar o procedimento do boletim de ocorrência policial, tal ideia seria interessante também para atrair testemunhas de um crime que perderam contato com vítima e criminoso logo em seguida (no trânsito, por exemplo). Seria o caso dos "paparazzis de plantão", que filmam tudo o que vêem, e que muitas vezes desejam contribuir compartilhando seus vídeos. No caso, tais testemunhas compartilhariam (anonimamente ou não) por meio da plataforma online, eliminando o fator preguiça do comparecimento pessoal que faz as pessoas lavarem as mãos quando o assunto não as envolva diretamente. Na participação online seriam relatados o fato, a localização, o horário, as circunstâncias, e até mesmo feito o upload de fotos e vídeos. O software conectaria todas as interações virtuais de diferentes indivíduos que sequer se conhecem. Por fim, vítima (e/ou advogado) poderiam também acompanhar online o andamento do B.O. e até mesmo alimentá-lo com novas informações, informando detalhes supervenientes do crime, fazendo mais uploads de novas fotos ou vídeos obtidos posteriormente, e até mesmo fazendo requerimentos relacionados.
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Reino Unido deixa motorista defender multas de trânsito pela internet:
http://www.conjur.com.br/2015-mar-02/reino-unido-deixa-motorista-defender-multas-transito-internet

34) Políticas de ação afirmativa. Desenvolveria um sistema único por meio do qual qualquer indivíduo pleitearia o reconhecimento de status pessoais, seja de: pobreza, etnia, deficiências, enfermidades, ou qualquer outro status juridicamente relevante para fins de políticas de ação afirmativa. Nesse sistema único, inúmeros fiscais da sociedade atuariam: Ministério Público, OAB, imprensa, conselhos de cidadãos, etc. Todo status que não fosse permanente por natureza (como o caso do étnico) teria prazo de validade (por exemplo, 4 anos), e a declaração expiraria, sendo necessário uma nova. Em outras palavras, etnia é permanente. Já pobreza e riqueza podem ser temporários. Enfermidade e saúde também. Essa declaração seria o único documento hábil para todas as circunstâncias jurídicas que exigissem status. Tal sistema teria o intuito de combater fraudes e erros na concessão de benefícios. O caso dos gêmeos idênticos em que um conseguiu se beneficiar de um programa de quotas étnicas e o outro não, é um exemplo de erro gritante a ser combatido. O sistema centralizador precisaria definir critérios objetivos e uniformes. Quanto às fraudes e distorções de isonomia, são múltiplas. Até sou a favor de políticas de ação afirmativa com o critério pobreza, mas sou contra muitos outros critérios. Ainda que em uma porcentagem pouco expressiva, há indivíduos de famílias muito ricas que se beneficiam de programas de quotas apenas pelo pertencimento genérico a um grupo favorecido pelo programa (tomando para si, assim, o benefício que poderia ter sido dado a um indivíduo pobre pertencente ao mesmo grupo, ou mesmo algum outro). A conclusão é que fórmulas generalistas produzem, também, distorção e injustiça. Se vivemos uma realidade social em que determinadas etnias ou grupos estão historicamente em desvantagem, o critério "pobreza", uma vez demonstrado, colocará o indivíduo dentro do benefício de qualquer forma. Esse é que deve ser o critério, portanto: pobreza, hipossuficiência. O indivíduo, enquanto indivíduo, em seu caso concreto, é que deveria provar ser merecedor de toda política de ação afirmativa. Vai contra a razão uma sociedade pretender provar um status pessoal de um cidadão com seu mero pertencimento a um grupo genérico, seja ele qual for.
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Filha de dono de escola ganha vaga em universidade por cota no PA:
http://tvuol.uol.com.br/video/filha-de-dono-de-escola-ganha-vaga-em-universidade-por-cota-no-pa-0402CC993760D0995326
b) Por tarifa zero, alunos da USP podem ter de provar carência:
http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,por-tarifa-zero-alunos-da-usp-podem-ter-de-provar-carencia,1616762

35) Direito Administrativo. Serviço público. Reformaria totalmente a estabilidade no serviço público. Tornaria dezenas de vezes mais fácil um funcionário público perder seu cargo.
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Com fotos na praia, juiz federal ironiza afastamento por tribunal em Brasília:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1413730-com-fotos-na-praia-juiz-federal-ironiza-afastamento-por-tribunal-em-brasilia.shtml
b) Funcionário público que faltou por 24 anos na Índia:
http://economia.estadao.com.br/blogs/expediente/faltou-por-24-anos-india
c) O desafio de punir juízes no Brasil:
http://www.dw.de/o-desafio-de-punir-ju%C3%ADzes-no-brasil/a-18310190
d) O que torna o estado brasileiro vulnerável à corrupção?
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150319_brasil_corrupcao_vulneravel_ac
e) Governo Federal expulsa 541 servidores em 2015 por atividades contrárias à lei:
http://www.cgu.gov.br/noticias/2016/01/governo-federal-expulsa-541-servidores-em-2015-por-atividades-contrarias-a-lei

36) Saúde pública. Proibiria terminantemente o cigarro e todas as formas de tabaco. Para uma droga ser lícita, no mínimo, ela deveria atingir exclusivamente o usuário, sem atingir, em qualquer grau, o nariz alheio:
a) Inglaterra proibe fumar dentro de carros com crianças:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2015/02/12/inglaterra-proibe-fumar-dentro-de-carros-com-criancas.htm
b) Fumar prejudica espermatozoides e compromete fertilidade:
http://www.dw.de/fumar-prejudica-espermatozoides-e-compromete-fertilidade/av-18284738
c) Estudo mostra que dois terços dois fumantes morrerão por causa do cigarro:
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,estudo-mostra-que-23-dos-fumantes-morrerao-por-causa-do-cigarro,1638748

37) Teoria Geral do Processo. Metodologia Processual. Petições jurídicas limitadas seriam um grande avanço para os princípios da brevidade, da clareza e da objetividade processuais. O CPC deveria vedar petições com mais de 5 páginas. O advogado teria sempre direito a ilimitados anexos, mas teria que referenciá-los dentro da petição de no máximo 5 páginas. Todas as jurisprudências pertinentes, portanto, viriam somente na forma de um anexo. Provas? Outro anexo. Maior desenvolvimento de argumentos por ausência de espaço? Outro anexo. E assim sucessivamente. As petições poderiam continuar enormes, portanto, mas estariam muito mais claras, didáticas e organizadas. Nenhum ponto fugiria aos olhos dos agentes do processo por estar camuflado no meio de centenas (por vezes milhares) de páginas. Esses anexos deveriam ser, sempre que possível, extremamente visuais e didáticos, para convidarem a leitura, atenção e interesse dos agentes do processo. Do contrário, acreditem, muitas vezes não serão lidos, apenas escaneados com os olhos.
LEITURAS COMPLEMENTARES:
a) Infográficos ampliam poder de argumentação em petição:
http://www.conjur.com.br/2015-mar-11/suporte-litigios-infograficos-ampliam-poder-argumentacao-peticao
b) Em decisão, Suprema Corte dos EUA exige simplicidade nas petições:
http://www.conjur.com.br/2015-abr-05/suprema-corte-eua-exige-simplicidade-peticoes
c) Advogado-escritor dos EUA dá 10 dicas para melhorar redação jurídica:
http://www.conjur.com.br/2015-mar-28/advogado-escritor-eua-dicas-melhorar-redacao-juridica
d) Juiz dos EUA manda advogados refazerem suas petições longas e prolixas:
http://www.conjur.com.br/2015-mar-27/juiz-eua-manda-advogados-refazerem-peticoes-longas-prolixas

38) Políticas Públicas. Educação. Todo professor teria um salário fixo mais um variável. O variável seria pago pelo governo e se consistiria na soma de 0,01% do Imposto de Renda de todos os ex alunos do respectivo professor. Se, após lecionar por 20 anos, um professor tivesse tido, por exemplo, 1000 alunos, com 500 declarando IR, esse professor teria, além do salário fixo de carreira, também um salário variável anual de [0,01*IRdeA + 0,01*IRdeB + 0,01*IRdeC + ... ] com o incremento da mesma conta para cada um dos seus 500 ex-alunos declarantes, com a conta ganhando novos declarantes a cada ano. Provável que os 3 ex-alunos mais ricos contribuam mais do que todo o resto para seus ex-professores. Assim, professores seriam Jedi's. E mais ainda, a sociedade que estudou com eles.
LEITURA COMPLEMENTAR:
a) Ex-aluno envia cheque de 10 mil dólares para a sua professora favorita:
http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/papo-do-intervalo/2015/04/21/ex-aluno-envia-cheque-de-10-mil-dolares-para-a-sua-professora-favorita/?utm_source=redesabril_jovem
b) Bilionário aconselha bilionários: repensem a economia ou morreremos todos nós:
https://www.ted.com/talks/nick_hanauer_beware_fellow_plutocrats_the_pitchforks_are_coming?language=pt-br

39) Assistência no pré-crime. Medidas assistenciais deveriam ser criadas para dar apoio e tratamento ao "pré-criminoso" (ou criminoso em sentido estrito na iminência de um novo crime). Inúmeros crimes seriam evitados dessa maneira. Além do que, a maior "recuperação do delinquente" pode se dar quando ele ainda não se tornou um.
LEITURA COMPLEMENTAR:
Na Alemanha, campanha pede que pedófilos se revelem e busquem tratamento:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2015/07/13/na-alemanha-campanha-pede-que-pedofilos-se-revelem-e-busquem-tratamento.htm

40) Desarmamento. Não desarmar a população. Entendo que os males de se desarmar superam muito os males de não se desarmar. Totalmente legítimo criar requisitos como bons antecedentes, além de um curso completo teórico e prático, como ocorre com a habilitação para dirigir veículo automotor.
LEITURA COMPLEMENTAR:
Harvard: Would banning firearms reduce murder and suicide?
http://www.law.harvard.edu/students/orgs/jlpp/Vol30_No2_KatesMauseronline.pdf

41) Direito Penal e Segurança Pública. Especializaria policiais, fiscais tributários e demais servidores públicos, principalmente os do processo penal, para que lidassem com réus/vítimas pré-selecionados por critérios que garantam imparcialidade. Em outras palavras, para tipos diferentes de réus/vítimas, tipos diferntes de policiais. O mais didático exemplo é demonstrado no vídeo a seguir:
https://www.facebook.com/483858845152887/videos/493856050819833/

42) Direito Tributário e Previdenciário. Concursos de prognósticos. O que você preferiria? Que as loterias dessem uma bolada única em dinheiro para um único felizardo ganhador (exemplo, R$5-10 milhões), ou que desse como prêmio pensões vitalícias de 30-50 salários mínimos, para uns 10 ganhadores a cada sorteio? Eu escolheria a segunda opção. Há inúmeros casos históricos em que ganhadores de loterias se viram novamente na penúria uns 5 anos depois, simplesmente porque a grande maioria das pessoas não sabe economizar e destrói tudo o que tem, ou é passado para trás por espertalhões em investimentos instáveis. Não raros são também os casos de assassinatos de ganhadores de loteria em disputas de heranças. E menos raros ainda os casos de fraudes em que determinadas pessoas se vêem miraculosamente vencedoras de loterias por sucessivas vezes. Se os prêmios fossem "pensões vitalícias personalíssimas não acumuláveis, cujos dependentes herdassem apenas um terço da pensão, e por apenas mais 10 anos", inúmeros problemas nessa matéria seriam solucionados. E houvesse três faixas de valor das pensões, muito mais ganhadores seriam contemplados a cada sorteio.

43) Código de Trânsito Brasileiro. Não só o brasileiro, mas o trânsito do futuro de todo o mundo há de ser muito mais inteligente, colaborativo e comunicativo que o atual. Os motoristas atualmente se comunicam por pouquíssimos códigos visuais (setas e faróis) e um sonoro (a buzina). Algumas outras poucas mensagens universais simples precisam ser implementadas. Se, por exemplo, o pisca alerta tiver cores diferentes, ou seja, se fosse possível piscar o pisca alerta em azul, ou verde, ou roxo, etc, tais cores poderiam significar, por exemplo, as ideias de "obrigado", "desculpa", "preste atenção", etc. Inúmeros problemas de trânsito deixariam de acontecer se um dos motoristas pudesse ver que o outro se desculpou por algo que fez, sem com isso ser motivado pela violenta emoção a se vingar fazendo o mesmo com aquele que errou. Se é possível "curtir", nas redes sociais, também no trânsito deveria ser possível "agradecer" ou "se desculpar".


LEITURA COMPLEMENTAR:

1) O PÊNDULO:
http://furlanettogaluppo.blogspot.com.br/2015/03/o-pendulo.html

2) ALGUMAS FALÁCIAS LÓGICAS DE CONVERSAS DE BAR SOBRE POLÍTICA
http://furlanettogaluppo.blogspot.com.br/2014/10/algumas-falacias-logicas-de-conversas.html